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DC 011-1337 - Palácio da Sociedade Martins Sarmento

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Zona de identificação

Código de referência

PT FIMS MSMS-3-3.2-3.2.2-3.2.2.1-04-011-1337

Título

Palácio da Sociedade Martins Sarmento

Data(s)

  • 1900-1940 (Acumulação)

Nível de descrição

DC

Dimensão e suporte

1 unidade de instalação com documentação escrita;
C. 100 peças desenhadas;
C. 21 fotografias.

Zona do contexto

Nome do produtor

SILVA, José Marques da (1869-1947)

História biográfica

Foi o primeiro dos 10 filhos de Bernardo Marques da Silva e Maria Rosa Marques, nasceu, segundo se julga, no prédio nº 113 da Rua de Costa Cabral na freguesia de Paranhos, Porto, a 18 de Outubro de 1869.
Neto de lavrador e filho de operário marmorista, primeiro, e industrial de obras de mármore, mais tarde.
Frequentou a Escola da Ordem da Trindade e trabalhou nas horas de folga na oficina de seu pai, instalado junto aquela escola.
Feitos os exames do 1º e 2º grau ingressou no liceu onde fez com êxito o 2º ano do respectivo curso geral, passando, depois, a frequentar a antiga Academia Portuense de Belas Artes, tirou o curso de Arquitectura Civil; o 3º ano de escultura e o curso de desenho histórico.
Terminados os seus estudos, no Porto, fez, em Lisboa, as provas para o concurso para pensionista do estado, em Paris. Competiu com Adães Bermudes e foi preterido. Seu pai não se conformando com a situação enviou-o para Paris, com expensas próprias e Marques da Silva ali prosseguiu os seus estudos. Chegou a Paris no ano em que completava 20 anos tendo presenciado a grandiosa Exposição internacional de 1889.
Em 6 de Agosto de 1890 fez o concurso e foi admitido como aluno da Ecole Nationale et Speciale des Beaux Arts e ingressa no atelier de Victor Laloux. Nesta escola obteve o 1º lugar em 3 concursos escolares, obteve uma 1ª medalha, duas 2ª medalhas e várias primeiras menções.
Obteve o título de arquitecto diplomado pelo governo francês em 10 de Dezembro de 1896.
De regresso ao Porto, José Marques da Silva foi nomeado professor de Desenho do Instituto Industrial e Comercial do Porto, em 1900.
Em 1904 foi nomeado Arquitecto da Câmara Municipal do Porto.
Em 1906 foi nomeado professor interino da Cadeira de Arquitectura Civil, na antiga Academia Portuense de Belas Artes onde exerceu docência até 1939.
Em 1914 foi transferido do Instituto Industrial e Comercial do Porto para a Escola de Arte Aplicada onde passou a Professor e Director até 1930, data em que aquela escola foi incorporada na antiga Escola Industrial de Faria de Guimarães, actual escola de Artes Decorativas de Soares dos Reis.
Foi Director da Escola de Belas Artes do Porto, pela 1ª vez por alturas de 1914.
Em 1930 foi nomeado professor da cadeira de Desenho de Construção na Escola Industrial de Faria Guimarães (Arte Aplicada) cuja regência se conservou até à data da sua aposentação.
Nomeado Director efectivo da Escola de Belas Artes do Porto em 1931 mantendo-se até 1939.
Marques da Silva como arquitecto construiu obras no Porto; Matosinhos; Vila nova de Gaia; Guimarães; Barcelos e Braga.
Faleceu em 6 de Junho de 1947.
Transcrição integral da biografia de José Marques da Silva escrita pela sua filha Maria José Marques da Silva, em 1953 (FIMS/MSMS/1119).

Nome do produtor

MARTINS, Maria José Marques da Silva (1914-1994)

História biográfica

Maria José Marques da Silva Martins, também conhecida por Maria José Marques da Silva nasceu no dia 7 de setembro de 1914, na Praça Marquês de Pombal nº 44, freguesia do Bonfim, no Porto. Foram testemunhas e padrinhos de batismo os seus tios avós, José Lopes Martins e Amélia Lopes Martins de Oliveira, ambos moradores na Praça Marquês de Pombal nº 30.
Em 1933, matriculou-se na Escola Superior de Belas Artes do Porto, onde concluiu o respectivo Curso Especial no ano lectivo de 1937/38 e o Curso Superior de Arquitectura em 5 de Novembro de 1938. Fez tirocínio, dirigindo “in loco”, em 1939/43, todos os trabalhos de construção do seu prédio de rendimento sito às ruas de D. António Barroso e Barjona de Freitas, na cidade de Barcelos, cujo projecto elaborou orientada por seu pai, em Julho de 1939.
Em Julho de 1943, após defesa da respectiva tese na Escola Superior de Belas Artes do Porto, obteve o diploma de arquitectura com a classificação de 18 valores (distinta); sendo a primeira arquiteta a diplomar-se naquela escola.
Inicia a sua actividade profissional no atelier de seu pai e é ai que conhece David Moreira da Silva, arquitecto e urbanista com que veio a casar.
Maria José e David Moreira da Silva partilham o atelier (1941-1994) e efetuam trabalhos de consultadoria, projetos de obras, equipamentos, edifícios mistos, habitações (rurais e urbanas), peças de mobiliário, continuam e concluem obras iniciadas por José Marques da Silva.
Nas décadas de 70 e 80, o casal afastou-se do urbanismo e dedicam-se essencialmente à produção agrícola em Barcelos. No entanto, ainda nessa época, Maria José Marques da Silva Martins desempenhou cargos de chefia na Associação dos Arquitectos Portugueses, tendo presidido à Secção Regional do Norte da Associação dos Arquitectos e organizado o 40.º Congresso desta organização, realizado no Palácio da Bolsa, em 1986.
Faleceu na freguesia da Vitória, Porto, no dia 13 de Maio de 1994.

Nome do produtor

SILVA, David Moreira da (1909-2002)

História biográfica

David Moreira da Silva nasceu no dia 28 de janeiro de 1909, na freguesia de Moreira, Concelho da Maia, filho de José Moreira da Silva e Lucinda Alves da Silva.
Ingressou na Escola Superior de Belas Artes do Porto concluindo o curso de Arquitetura Civil, em 1929. Parte para França e é aprovado no Concurso de admissão à Escola Superior de Belas Artes de Paris, matriculando-se, também, no Instituto de Urbanismo da Universidade de Paris. Em 1939 conclui os dois cursos.
Casa com Maria José Marques da Silva Martins em 1943.
Entre 1946 a 1957 foi professor da 16ª cadeira na Escola de Belas Artes do Porto foi, também, professor interino do 20º grupo. Em 1962 participou no Concursos de provas públicas para o provimento de um lugar de professor do 20 grupo - Urbanologia, obteve assim o título de professor agregado.
Como urbanista elabora anteplanos de urbanização da cidade de Luanda, em colaboração de Étienne de Groer; urbanização de Moledo do Minho, Águeda, Paredes, Matosinhos, Aveiro, Barcelos, Evas, Valongo...
Com a colaboração da sua mulher realizam diversas obras destacando-se o Palácio do Comércio, Edifício do trabalho e reforma, Torre de habitação da Cooperativa dos Pedreiros, entre outros.
Faleceu em 2002, no Porto.

História do arquivo

Fonte imediata de aquisição ou transferência

Zona do conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Documentos relativos ao processo de obra Edifício da Sociedade Martins Sarmento, em Guimarães, com o número de obra 1337. O processo de obra é composto pelos seguintes documentos: correspondência, programa do concurso, cadernos de encargos e condições de arrematação, memória descritiva e justificativa, medições e orçamentos, cálculos de estruturas, fotografias e peças desenhadas.

Dados sobre a obra
Autor: José Marques da Silva; continuidade: Maria José Marques da Silva Martins e David Moreira da Silva
Estado da obra: construída
Localização: Guimarães
Requerente: Sociedade Martins Sarmento
Tipo de construção: ampliação e recuperação edifício actividades culturais
Data do projeto: 1899
Data de inicio da obra: 1901
Data de conclusão da obra: 1908 (1ª fase), anos 40 (2ª fase), 1969

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de organização

Zona de condições de acesso e utilização

Condições de acesso

Condiçoes de reprodução

Idioma do material

Script do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de descrição

Zona de documentação associada

Existência e localização de originais

Fundação Instituto Arquitecto José Marques da Silva.

Existência e localização de cópias

A documentação deste dossier encontra-se digitalizada e pode ser consultada na sua integra nas instalações da FIMS.

Unidades de descrição relacionadas

Descrições relacionadas

Zona das notas

Nota

Em 1899, através de contatos com a irmandade de S. Torcato, José Marques da Silva aceita elaborar, desinteressadamente, o projeto para a sede da Sociedade Martins Sarmento, num ponto importante da cidade.
A primeira encomenda para a Sociedade Martins Sarmento consistia apenas na reconfiguração de uma parte da fachada do antigo convento de S. Domingos. Contudo, Marques da Silva utilizou esse pretexto para construir um marco de referência urbana segundo uma matriz beaux-arts, que conferiu ao que restava do antigo edifício religioso uma dimensão cívica.
O programa era simples e, para além de funcionar como fachada, concentra-se na construção de um vestíbulo de acesso e de um salão nobre para as atividades da Sociedade, essencialmente em espaço de representação. O projeto foi aprovado em Fevereiro de 1900, as obras começaram em 1901 e terminaram em 1908.
Numa segunda fase, entre 1934 e os anos 40, reatam-se as obras.
Entre 1949 e 1967 Maria José Marques da Silva Martins e David Moreira da Silva dirigem as obra de conclusão da Sociedade, respeitando e optimizando as ideias iniciais de José Marques da Silva.

Identificador(es) alternativo(s)

Pontos de acesso

Pontos de acesso - Assuntos

Pontos de acesso - Locais

Pontos de acesso - Nomes

Zona do controlo da descrição

Identificador da descrição

PT/FIMS/MSMS/1337

Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

Estatuto

Nível de detalhe

Datas de criação, revisão, eliminação

Línguas e escritas

Script(s)

Fontes

Zona da incorporação

Pessoas e organizações relacionadas

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