Filha de José Manuel Pinto Correia e de Maria Adelaide da Cunha e Vasconcelos de Carvalho Amado, Maria Clara Amado Pinto Correia nasceu a 30 de janeiro de 1960 em Lisboa. Estudou biologia na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, terminando a licenciatura em 1984, no mesmo ano integra o corpo docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa como assistente estagiária de biologia celular, histologia e embriologia, simultaneamente, como doutoranda no Laboratório de Biologia Celular do Instituto Gulbenkian de Ciência. Em 1989 vai para os Estados Unidos, para a Universidade de Nova Iorque acabar o projeto de doutoramento. Em 1992 foi-lhe conferido o grau de Doutor em Biologia Celular pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto. Em 1994 fez uma especialização em História das Ciências no Department of History of Science da Harvard University e escreveu um livro sobre História das Teorias da Reprodução. Em 1996 regressou a Portugal para criar na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias a licenciatura em Biologia e o mestrado em Biologia do Desenvolvimento. Paralelamente foi contratada como research associate de Stephen Jay Gould no Museum of Comparative Zoology da Harvard University, cargo que manteve até 2002. Em 2004 prestou provas de agregação em História e Filosofia das Ciências na Universidade de Lisboa. Atualmente é professora catedrática da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, onde dirige a licenciatura em Biologia e o mestrado em Biologia do Desenvolvimento.
Clara Pinto Correia assume ainda funções no programa A1 CIÊNCIA da Antena 1 e tem um vasto numero de obras publicadas, além dos artigos, recensões e livros científicos, que recaem sobre outra das suas paixões, a escrita. Entre estas obras estão “O príncipe imperfeito” (1987), “Ponto pé de flor” (1990), “O melhor dos meus erros” (2003) e “A primeira luz da madrugada” (2006), por exemplo.
Arquiteto português, Alexandre Vieira Pinto Alves Costa nasceu em 1939, no Porto, e licenciou-se em Arquitetura na ESBAP - Escola Superior de Belas-Artes do Porto, em 1966. Após ter estagiado no LNEC - Laboratório Nacional de Engenharia Civil, dedicou-se, a partir de 1970, à sua carreira como profissional liberal. Desenvolve desde 1972 a sua atividade como docente na ESBAP, nas cadeiras de Projeto e História da Arquitetura, tornando-se Professor Catedrático da FAUP - Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, em 1996, tendo sido membro da Comissão Instaladora desta faculdade como presidente do Conselho Diretivo. Faz igualmente parte da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra desde 1991. Participou em vários cursos, seminários, mesas-redondas e conferências em Portugal, Espanha, Itália, França, Holanda, Angola, Brasil e Canadá, com principal incidência em temas relacionados com o Ensino e a História da Arquitetura. Dedica grande parte do seu tempo à docência e à investigação no campo da História e Teoria da Arquitetura, originando que grande parte da sua obra seja realizada em coautoria com vários arquitetos, no qual se destacam Sérgio Fernandez e Camilo Cortesão. Entre 1974 e 1976, colabora na Comissão Coordenadora do SAAL/Norte (Serviço Ambulatório de Apoio Local), sendo responsável pelo setor de Planeamento e Apoio ao Projeto. O SAAL constitui um projeto, levado a cabo no pós-25 de abril, que apoiava, através de comissões formadas por equipas pluridisciplinares (arquitetos, sociólogos, entre outros) associações de moradores no intuito de melhorar as suas condições de habitabilidade, procurando a autoconstrução, dada a escassez de recursos, dando particular atenção às referências e necessidades de cada grupo de pessoas. Herdeiro do legado de Carlos Ramos e da sua influência na reformulação do ensino da Arquitetura, compõe juntamente com Fernando Távora e Siza Vieira, entre outros, alguns dos princípios definidores da chamada "Escola do Porto".