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Registo de autoridade

AGUIAR, Manuel Álvaro Madureira Marques de

  • Pessoa
  • 1927-2015

Manuel Álvaro Madureira Marques de Aguiar nasceu no Porto, a 8 de janeiro de 1927 e faleceu em 2015. Era filho de Manuel Álvaro Marques de Aguiar e Antónia Henriqueta Madureira e Castro Marques de Aguiar e teve 4 irmãos. Em 1961 casou com Maria Antónia Sousa Guedes Álvares Ribeiro Marques de Aguiar, com quem teve cinco filhas.
Entra na Escola de Belas Artes no curso de arquitetura em 1943. Diplomou-se em urbanismo pelo Institut d’Urbanisme de Paris em 1954 (três bien) e em arquitetura pela Escola de Belas-Artes do Porto e 1955 (20 valores).

Dos anos de formação destaca-se a continuidade do desenho (desde as aulas da Escola de Desenho Industrial de Faria de Guimarães do Bonfim em 1937), o papel de Carlos Ramos no ensino da arquitectura das Belas Artes, e finalmente, dos anos no Institut d’Urbanisme de Paris (1950/51 e 1951/52) o alargamento a matérias de dimensão humanista e de rigor científico com Max Sorre, Jean Royer, Robert Auzelle, Pierre Lavedan e Gaston Bardet.
Entre 1952 e a entrada nos “Serviços de Urbanização”, em 1956, Marques de Aguiar desenvolve a tese final de curso com orientação de Robert Auzelle “Réconstruction à Long Terme: étude d’un vieux quartier de Porto. Propositions de réaménagement. Examen Critique et méthode“. É durante este período que promove, com Carlos Ramos, a vinda de Auzelle para o curso de Verão nas Belas Artes em 1955 e, junto do presidente da Câmara J. Machado Vaz, a sua contratação para “resolver o problema das ilhas”.
Marques de Aguiar mantem ao longo do seu percurso profissional o trabalho de arquitetura (escritório na praça do município, e na rua Sá da Bandeira, Gonçalo Cristóvão e no foco) e o de urbanista. A partir de 1956 integra os Serviços de Urbanização como urbanista da região norte e entre 1962 e 1996 é consultor de urbanismo da Câmara Municipal de Espinho.
É na Direção Geral de Ordenamento do território (nos ‘Serviços de Urbanização’) que desenvolve com Ilídio Alves de Araújo estratégias de ordenamento para a região Norte através da assessoria junto dos decisores políticos e de argumentação técnica junto de autores de estudos e planos. Nestes procedimentos, destaca-se o Relatório de Viagem pedido por Sá e Melo em 1956 com indicações precisas relativas ao controle especulativo das politicas de habitação, a batalha – ganha – para o redesenho da estrada de Bom Jesus em Braga (1965) e a batalha – perdida - pela não localização da Sacor em Leça da Palmeira.
Este trabalho de 3 décadas culmina na coordenação da equipa da Direção Geral de Ordenamento do Plano de reconstrução de Angra do Heroísmo, com a autoria dos 3 planos de pormenor (“Plano de Pormenor da Carreirinha , fase 1 e 2“ e “Plano de Pormenor da Silveira-Fanal e ” Plano de Pormenor do Desterro-Guarita, 1982)
Paralelamente o trabalho como urbanista consultor na Câmara de Espinho, alcança visibilidade: aproximadamente 4.000 pareceres, 80 planos são desenvolvidos articuladamente com os sucessivos equipas camarárias, articuladas no Anteplano de Urbanização (1967) que é progressivamente ajustado. É através dos projetos dos principais projetos de desenho urbano de Marques de Aguiar que Espinho constrói uma identidade de cidade”: as esplanadas (1965 – 1996) e o ‘pavilhão’ de chá (1965), a rua 19 (1989) e a praça de José de Salvador (1989).
Nos projetos e obras de arquitetura identifica-se a procura de uma forte integração urbana recriando espaços de vivências de encontro: é o caso da galeria do prédio de Gonçalo Cristóvão e do gaveto com a rua do Bonjardim (Edifícios “Figueiredo” e ”Lar Familiar”, 1957-1968), das galerias das escolas Francesa (1959) e de Montalegre (1965), do Mercado de Montalegre (1964).
Nos projetos de arquitetura e obras de menor dimensão como na casa redonda nas Carvalhas, nas propostas para o equipamento turístico das Caldas de Aregos, mas também nas peças de arquitetura religiosa como ambão, sacrário e a a campa de D. António Ferreira Gomes, destaca-se uma componente experimental – essencialmente “moderna” – e uma componente de relação com o lugar ou mesmo com a tradição.
Num processo articulador de profissional e de cidadão, Marques de Aguiar contribui de forma continuada para o desenvolvimento de Nevogilde, lutando com Luís Botelho Dias e Diogo Alpendurada pela não densificação da marginal e pela ligação do parque da cidade ao mar.
O espólio profissional doado à Fundação Marques a Silva refere-se à formação e ao trabalho desenvolvido no âmbito do “escritório”, ou seja, como profissional liberal. Nesse sentido ilustra a formação no IUP e é representativo do trabalho de arquitetura e dos projetos de desenho urbano em Espinho. No entanto, não compreende o trabalho do urbanista dos Serviços de Urbanização e, nesse sentido, os apontamentos desses trabalhos – presentes nos registos fotográficos – são sempre que possível complementados pelos links aos arquivos em que se encontram mais elementos.
Ainda neste sentido de integrar o conjunto da obra de Marques de Aguiar, incluem-se os desenhos à mão levantadas digitalizados, o arquivo fotográfico assim como documentos raros da formação como os exercícios do IUP (“enunciados e projetos”), livros apontados e sublinhados e revistas como l’Art Sacré e a Sinketiku.

AMÍLCAR

Abecasis, Nuno Krus, 1929-1999, político

  • PT/MIL/NKA
  • Pessoa
  • 1929-1999

Filho de Duarte Monteverde Abecasis e de Maria Amélia Krus, Nuno Krus Abcasis nasceu a 24 de outubro de 1929 em Faro. Licenciou-se em Engenharia Civil, no Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa, sendo que a atividade política ocupou grande parte da sua vida profissional, assumindo-se como militante do CDS – Partido Popular. Foi casado com Raquel Ferreira Castela, com quem teve seis filhos.
Em 1975 aderiu ao Partido da Democracia Cristã e, posteriormente, ao Centro Democrático Social. Foi eleito deputado da Portal da Assembleia da República nas legislaturas iniciadas em 1976, 1980, 1983, 1985 e 1995. Integrou o governo de coligação do PS com o CDS, em 1978, como Secretário de Estado das Indústrias Extrativas e Transformadoras. Em 1979, com apoio do CDS e do PSD, foi eleito presidente da Câmara Municipal de Lisboa, conseguindo a reeleição em 1985. No mesmo ano participou na fundação da União das Cidades Luso-Afro-Américo-Asiáticas e, em 1989, na Fundação Cidade de Lisboa. Foi condecorado em Portugal com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, em 1983 e de Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo, em 1999 (título póstumo) e na Grécia com o grau de Grã-Cruz da Ordem da Fénix da Grécia, em 1990. Morreu a 14 de abril de 1999, em Lisboa, com 69 anos. Morreu a 14 de abril de 1999, em Lisboa, com 69 anos.

Abreu, João Eduardo Coelho Ferraz de, 1917-2015, político

  • PT/MIL/JECFA
  • Pessoa
  • 1917-2015

Nascido a 28 de maio de 1917, em Sever do Vouga, João Eduardo Coelho Ferraz de Abreu, licenciou-se em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto em 1941, enveredando pela especialidade de cirurgia. Exerceu as suas atividades em diversas instituições hospitalares, sendo que aquela onde mais se destacou foi no Hospital da Marinha, onde foi médico naval da Marinha de Guerra Portuguesa, atingindo a patente de capitão-de-mar-e-guerra, acabando por chegar ao cargo de diretor do mesmo. Ingressou nos quadros médicos da Empresa Termoelétrica Portuguesa, chegando a chefe dos serviços médicos da CPE e da EDP.
Exerceu importantes funções políticas, nomeadamente no Partido Socialista (PS), como porta-voz para a saúde do “Gabinte Sombra”, entre 1985 e 1987, como coordenador do Setor de saúde no Gabinete de Estudos, entre 1980 e 1988 e como Presidente do Partido, entre 1987 e 1991. Exerceu, ainda, funções na Assembleia da República pelo círculo eleitoral do Distrito de Aveiro. Foi, também, vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS entre 1983 e 1987 e vice-presidente da Comissão Parlamentar de Saúde entre 1983 e 1986. No fim da sua carreira política e médica foi membro da Assembleia Municipal de Sever do Vouga, em 1997, onde presidiu a Comissão do Conselho Nacional para a Política da Terceira Idade e onde foi membro do Conselho Geral da Fundação Portuguesa de Cardiologia. Foi condecorado, em Portugal, como Oficial da Ordem Militar de Avis, em 1961, sendo elevado a Comendador da mesma Ordem, em 1971. O seu falecimento data de 26 de junho de 2015, em Sever do Vouga (98 anos).

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