Em finais da década de 50, do século passado, Raúl Hestnes Ferreira iniciou a sua atividade de arquiteto, profissão liberal, atividade esta que exerceu por cerca de 60 anos, sempre no mesmo atelier do Largo da Graça, nº 82, em Lisboa. Entre os anos de 1967 até meados dos anos 70 colaborou no escritório denominado "Hestnes Ferreira, Rodrigo Rau, Romeu Pinto da Silva, José Luís Zúquete [Arquitectos Associados]".
Luís Duarte Pádua Ramos nasceu a 22 de janeiro de 1931, em Lourenço Marques, Moçambique.
Aí concluiu o ensino primário e iniciou os estudos do secundário, os quais veio a terminar no Porto, após o seu regresso a Portugal em 1945.
A partir de 1949 frequentou o Curso de Arquitetura na Escola Superior de Belas Artes do Porto (ESBAP), tendo como mestres Carlos Ramos e Júlio Resende. Ainda durante o curso, em 1955, foi convidado por José Carlos Loureiro, seu professor, a trabalhar no seu gabinete de arquitetura. Licenciou-se em 1957 com a apresentação do seu CODA intitulado “Insolação. Arquitetura e Urbanismo. Ábacos de Insolação”, obtendo a classificação de 20 valores.
Em 1959, iniciou a sua atividade profissional integrando uma equipa de participação no concurso para o anteprojeto da sede da Fundação Calouste Gulbenkian. No ano seguinte tornou-se sócio do Arq. José Carlos Loureiro, com quem já colaborava. No mesmo ano iniciou a atividade docente com a nomeação para assistente da cadeira de Geometria Aplicada na ESBAP, carreira que abdicaria em 1969 para se dedicar inteiramente à prática da Arquitetura.
Em 1976, Luís Pádua Ramos e José Carlos Loureiro fundaram o Gabinete de Arquitectura Loureiro e Pádua, Lda. (GALP Lda.). Neste atelier, Pádua Ramos desenvolveu vários projetos da sua autoria ou com a sua intervenção autoral, com programas e escalas diversificados, entre os quais equipamentos turísticos, edifícios fabris, edifícios bancários, além de vários edifícios comerciais e residenciais e habitações unifamiliares.
Pádua Ramos além da sua dedicação à arquitetura e urbanismo, foi também criador de peças de ourivesaria e um apaixonado colecionador, tendo figurado em diversas exposições a nível nacional e internacional. Ao longo da vida recebeu vários prémios, tais como o Prémio “Mota Coelho” em 1952, o Prémio “Soares dos Reis” em 1953 (ainda estudante) e o Prémio “Rotary Club do Porto” em 1959. Em 1992, o projeto do Edifício Fórum da Maia, concebido no Atelier GALP, Lda., foi nomeado para o Prémio Secil de Arquitetura.
Luís Pádua Ramos morreu a 16 de outubro de 2005 em Matosinhos, e foi sepultado no jazigo de família que ele próprio desenhou.