Elisa Maria da Costa Guimarães Ferreira, nasceu a 17 de outubro de 1955, no Porto. Em 1977 concluiu licenciou-se em economia na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, em 1981 concluiu o mestrado em economia na University of Reading, no Reino Uido e em 1985 obteve o doutoramento em economia na mesma instituição.
Quanto à sua atividade profissional, Elisa Ferreira é professora auxiliar da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, foi, entre 1992 e 1994, vice-presidente da Associação Industrial Portuense, presidente da comissão executiva da operação integrada de desenvolvimento (OID) do Vale de Ave de 1990 a 1992, coordenadora técnica dos estudos preparatórios da OID, subdiretora do programa de investigação sobre gestão de recursos hídricos, representante do ministério do plano e administração do território, de 1985 a 1989, colaboradora da Universidade Católica do Porto e Lisboa, desde 1986, vogal do conselho de administração do Instituto Nacional de Estatística, entre 1989 e 1992 e membro do conselho de administração do Banco de Portugal desde 2016.
Além de todas as suas atividades profissionais, Elisa Ferreira foi, também, ministra do ambiente entre 1995 e 1999, no XIII governo constitucional, ministra do planeamento de 1999 a 2002, no XIX governo constitucional, deputada do Partido Socialista à Assembleia da República de 2002 a 2004, deputada no Parlamento Europeu pelo mesmo partido, entre 2004 e 2016 e candidata à presidência da Câmara Municipal do Porto, em 2009.
No que toca a condecorações, Elisa Almeida recebeu a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo de Portugal a 9 de junho de 2005.
Raúl José Hestnes Ferreira, filho de José Gomes Ferreira, poeta português e de Ingrid Hestnes Ferreira, norueguesa, nasce em Lisboa a 24 de novembro de 1931, e morre na mesma cidade em 2018. A vertente republicana e democrata defendida por Alexandre Ferreira, seu avô paterno são influências fundamentais.
Dos seus relacionamentos teve quatro filhos: Pedro Godinho Carranca Hestnes Ferreira, falecido em 2011, Sílvia Godinho Carranca Hestnes Ferreira, Adriana Deodato Hestnes Ferreira e Ingrid Deodato Hestnes Ferreira.
Ingressou na Escola de Belas Artes de Lisboa no ano lectivo 1951-1952 e no ano seguinte transferiu-se para a Escola de Belas Artes do Porto onde permanece até 1957. No ano seguinte, viaja para a Escandinávia, tendo estudado e trabalhado na Finlândia.
Em 1961, diploma-se em Arquitectura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, com a Tese sobre “Residências Universitárias”, com a classificação de 19 valores.
Em 1962, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, ingressa na Universidade de Yale e depois na Pensilvânia, tendo obtido o diploma de Master in Architecture, em 1963. Entre 1962 e 1965, para além de estudar com Louis I. Kahn, também colaborou no seu atelier, em Filadélfia.
Depois de regressar a Portugal, reinicia a sua atividade profissional, em nome próprio e colabora com diversos organismos estatais, tais como a Câmara Municipal de Almada, o GTH (Gabinete Técnico da Habitação) e DSU (Departamento de Serviços de Urbanismo) da Câmara Municipal de Lisboa, a Direção Geral das Construções Escolares, o Departamento de Gestão Urbanística da Câmara Municipal de Beja.
Entre 1970 e 1972 é convidado por Frederico George, como assistente convidado para a disciplina de Arquitectura, na ESBAL. Durante dois anos, foi professor convidado do Curso de Arquitectura da Cooperativa Árvore, entre 1986 e 1988. Foi membro da Comissão Instaladora do Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra e por um período de doze anos, entre 1991 e 2002, foi Professor Catedrático convidado do Departamento. No ISCTE lecionou entre 2001 e 2003 e desde 2010 até a data da sua morte foi Professor Catedrático convidado no Departamento de Arquitectura da Universidade Lusófona, em Lisboa.
Raúl Hestnes Ferreira dividiu a sua atividade em duas vertentes: Arquitetura e Planeamento Físico e Urbano. Na vertente da Arquitetura desenvolveu vários projetos Habitacionais (uni e multifamiliares), Escolares, Turísticos, Culturais, Comerciais, e como complemento a esta vertente também desenvolveu a componente de Design de Mobiliário, para algumas obras. Na vertente de Planeamento Físico e Urbano, Hestnes Ferreira desenvolveu Planos de Urbanização (Gerais, Parciais e de Pormenor), Projetos de Infraestruturas urbanas, Conjuntos Habitacionais, Administrativos, Institucionais e Turísticos.
A vasta obra de Raúl Hestnes Ferreira recebeu diversas distinções e prémios, ao longo dos anos, em 1982 obteve o Prémio Nacional de Arquitetura e Urbanismo, Secção Portuguesa da Associação Internacional Críticos de Arte (AICA), para o projeto do ISCTE, no mesmo ano o Prémio Cadernos Municipais pela Recuperação de Arcada do Séc. XVI em Beja, e a Menção Honrosa, do Prémio Valmor, para a Escola Secundária de Benfica. Em 1988 ganhou o 1º Prémio do concurso para a Remodelação do Martinho da Arcada, em Lisboa. Em 1993, recebeu Prémio Eugénio dos Santos, da Câmara Municipal de Lisboa, pela remodelação de edifício na Av. da República, em coautoria com Manuel Miranda, bem como o Prémio Nacional de Arquitectura – Construção, Técnica, Detalhe, dado pela Associação dos Arquitectos Portugueses, pelo projeto da Agência da Caixa Geral de Depósitos em Avis, e a Menção honrosa do Prémio Valmor, para o Edifício do INDEG no campus do ISCTE. Em 1994 recebeu o 1º Prémio do Concurso para a Remodelação do Museu de Évora. Em 2004 recebeu o Prémio Valmor 2002, para o Edifício do ISCTE II / ICS. Em 2007 foi Doutor Honoris Causa pela Universidade de Coimbra. Em 2010 foi reconhecido como Membro Honorário da Ordem dos Arquitetos. Recebeu a Medalha de Mérito da Universidade de Lisboa, em 2011. Em 2014 foi galardoado com o Diploma de Reconhecimento e Mérito da Universidade Lusófona.
Alexandra Saraiva
Rui Manuel Deodato Fernandes Goes Ferreira nasceu no Funchal a 8 de novembro de 1926. Era filho de José Goes Ferreira e de Maria Dolores Fernandes Goes Ferreira.
Casou-se com Teresa Araújo de Barros Goes Ferreira em 1958.
Em 1936, foi admitido no Seminário Diocesano do Funchal e, em 1942, após a sua saída do Seminário, continuou os seus estudos no Liceu Jaime Moniz, Funchal.
Em 1946, ingressou no Curso de Arquitetura da Escola de Belas Artes do Porto. Em Maio de 1961, prestou a sua prova final de curso, obtendo a classificação de 19 valores, com o CODA , um «Abrigo para Raparigas». Recebeu o diploma de arquiteto pela ESBAP a 7 de agosto de 1961.
Durante os anos de 1953 a 1957, o arquiteto madeirense estagiou no atelier de Januário Godinho, colaborando nas obras do Tribunal de Vila Nova de Famalicão e do Tribunal do Funchal.
Entre 1955 e 1962, foi professor de Desenho Arquitetónico nos cursos de Escultura e de Pintura na Academia de Música e Belas Artes da Madeira (AMBAM).
A partir de 1957, foi professor também no Colégio Infante D. Henrique, onde ensinou Desenho até 1962.
Em agosto de 1957, efetuou uma viagem a Berlim, onde visitou a INTERBAU, a primeira Exposição Internacional de Arquitetura após a II Guerra Mundial, contactando diretamente com a arquitetura e o urbanismo modernos no contexto do pós-guerra.
No mesmo ano de 1957, findo o seu estágio profissional, Rui Goes Ferreira inicia o exercício da carreira em regime de profissão liberal. A 22 de julho de 1963, assinou um contrato com o gabinete das Habitações Económicas da Federação das Caixas de Previdência no Funchal, onde desenvolveu vários projetos de habitação unifamiliar nas ilhas da Madeira e Porto Santo.
No final da década de 60, a Diocese do Funchal encomendou a Goes Ferreira um serviço de controlo e avaliação das peças do património artístico religioso disperso pela ilha da Madeira. Nesta tarefa, desenvolvida até 1973, teve a colaboração do arquiteto José António Paradela, que trabalhou no seu atelier durante este mesmo período.
Rui Goes Ferreira esteve envolvido em diversas atividades culturais na Madeira e contribuiu fortemente para o impulso da formação nas áreas das Belas-Artes e da Arquitetura na ilha. Organizou a «1ª Exposição da Escola Superior de Belas-Artes do Porto» nos salões da AMBAM, em setembro de 1962, e fundou a Galeria de Artes Decorativas «TEMPO», primeira galeria de arte moderna no Funchal, em parceria com o escultor Amândio Sousa, seu ex-aluno e recém-diplomado pela ESBAP. A exposição inaugural da galeria, em 1964, denominada «Sete Pintores Portugueses», apresentou trabalhos de Manuel Mouga, Jorge Pinheiro, Espiga Pinto, Manuel Pinto, José Rodrigues, Ângelo de Sousa e Júlio Resende. Organizou também sessões de cinema nos «Colóquios de Urbanismo do Funchal» e ciclos de cinema infantil no «Cine-fórum Funchal», do qual era também ele assíduo frequentador.
Rui Goes Ferreira integrou e acompanhou a elaboração do Plano Diretor da Cidade do Funchal, discutido nos Colóquios de Urbanismo de janeiro de 1969, para os quais foram convidados Robert Auzelle e Nuno Teotónio Pereira. Nestes colóquios teve uma participação ativa como representante do Sindicato Nacional dos Arquitetos, juntamente com Raúl Chorão Ramalho.
Na década de 60, além de Rui Goes Ferreira, só o seu colega e colaborador Marcelo Costa possuía atelier próprio na Madeira. O seu atelier funcionou assim como um pequeno “atelier-escola”, no qual se confrontaram perspetivas variadas, possibilitando a introdução, no arquipélago, de um espírito mais crítico, criativo e aberto em relação à prática da arquitetura. Os principais colaboradores no seus projetos foram os arquitetos José António Paradela, João Conceição, Manuel Vicente, Marcelo Costa, Bartolomeu Costa Cabral, António Marques Miguel, José Mesquita de Oliveira e Gil Martins.
Entre as suas obras mais relevantes, destacam-se o Bairro da Ajuda no Funchal, o Bairro Económico dos Pescadores em Câmara de Lobos, a Capela de N. Sr.ª de Fátima no Pico do Galo, a Casa do Povo da Boaventura em S. Vicente, a Escola Primária da Nazaré em S. Martinho, a remodelação da fábrica, armazéns e escritórios da Empresa de Cervejas da Madeira, o Bloco Residencial de 3 moradias em banda na Rua de Santa Luzia, o Bloco Comercial no Largo da Igrejinha, Funchal, a remodelação do Restaurante e Esplanada no Terreiro da Luta, o Abrigo de Nossa Senhora de Fátima em Santo António, Funchal, e a moradia para Rui Menezes no Porto Santo.
Rui Goes Ferreira tinha como principais hobbies o golf, o snooker e o automobilismo, chegando a conquistar o lugar de melhor madeirense na corrida “Volta à Ilha da Madeira em Automóvel” em 1964.
Faleceu a 18 de setembro de 1978, deixando um legado relevante na arquitetura desenvolvida na Madeira nas décadas de 60 e 70.
Nascido em 1953, na ilha de São Vicente, Cabo Verde, Tchalé Figueira saiu do seu país por motivos políticos e rumou até Roterdão, acabando por assumir uma postura de viajante percorreu vários países da Europa., América e Ásia. No ano de 1974 vai viver para Basileia, na Suíça onde foi aluno na escola de Belas Artes. Em 1985ddecide voltar a Cabo Verde onde cria um ateliê de arte. Mais tarde, e em consequência do sucesso do seu ateliê, Tchalé Figueira, abre, em 2004, a galeria Ponra D’Praia.
Apaixonado pela pintura, Tchalé tem influência do pitoresco e do espaço poético. Já pintou diversos obras, algumas delas de sucesso internacional, como é o caso de “Egg On The Pan” e “Nina”. Além das pinturas, Tchalé escreveu contos e poemas, entre eles “Todos os Náufragos do Mundo”, de 1992 e “Solitário” de 2005.
Quanto a condecorações, Tchalé Figueira foi premiado, em 2008, pela Prix Fondation Blanchère.
Rui Filipe Cândido de Figueiredo nasceu em Beira, Moçambique em 1928. Inspirado pelo desenho e pintura, em 1946 vai para Portugal para estudar as artes visuais, tendo sido orientado por Domingos Rebelo e Dórdio Gomes, ambos pintores.
Rui Figueiredo foi para Madrid trabalhar com Vasquez Diaz, artista plástico, onde aprofundou os seus estudos sobre as expressões artísticas. Mais tarde foi para Paris e frequentou a Academia Grande Chaumière e, depois, para Londres para a Slade School of Fine Art.
Durante o seu percurso profissional Rui Figueiredo realizou diversas exposições, nomeadamente a I e II Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, na Exposição Internacion de Bruxelas, entre outras.
As suas obras estão visíveis em diversas exposições, entre elas, o Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão e o Museu do Chiado, ambas em Lisboa.
Morreu no ano de 1997, com 69 anos.
Octávio Lixa Filgueiras nasceu no Porto, na freguesia de Nevogilde, a 16 de agosto de 1922. Filho de Octávio José Filgueiras e Aurora Rosa Lixa Filgueiras é o filho mais velho de 3 irmãos. Casou com Olívia Maria Neves de Oliveira Filgueiras, em 1945, com quem teve 6 filhos.
Em 1940 terminou o Curso Geral dos Liceus, no Liceu Alexandre Herculano, no Porto.
Depois da frequência do 1º ano dos estudos preparatórios de Engenharia, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, mudou de licenciatura, e ingressou, em 1942, no curso de Arquitetura, na Escola Superior de Belas Artes do Porto (ESBAP). Diplomou-se em 1954. A tese apresentada ao Concurso para Obtenção do Diploma de Arquitecto (C.O.D.A.), “Urbanismo – um tema rural”, obteve classificação máxima de 20 valores, e foi inovadora em múltiplos sentidos: constituiu o primeiro trabalho teórico-prático aceite pela Escola, então dirigida por Carlos Ramos, e trouxe para o debate académico a importância das comunidades rurais enquanto área de estudo.
Em 1955 venceu o concurso para Arquiteto da Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.
Entre 1955 e 1957, participou no "Inquérito à Arquitetura Popular em Portugal", iniciativa do Sindicato Nacional dos Arquitetos. Octávio Lixa Filgueiras foi o coordenador do grupo de trabalho constituído para a Zona II (Trás-os-Montes/Alto Douro), onde também participaram Arnaldo Araújo e Carlos Carvalho Dias. Do trabalho desenvolvido nesta Zona II saíram as bases para o tema da representação portuguesa no 10º Congresso Internacional de Arquitetura Moderna (CIAM), em Dubrovnik, em 1956. O trabalho Habitat Rural – Nouvelle Communauté Agrícole defendia a aproximação ao “país real”, discutindo não só a aplicação dos princípios de desenho urbano definidos pelo Movimento Moderno, quanto a escala dos aglomerados rurais. Foi apresentado por Viana de Lima e Fernando Távora, porta-vozes da equipa onde se integrava Lixa Filgueiras, Arnaldo Araújo, Carlos Carvalho Dias e Alberto Neves.
Em 1958 Octávio Lixa Filgueiras iniciou a sua experiência pedagógica e começou a exercer serviço no Curso de Arquitectura da ESBAP. Manter-se-á vinculado à prática docente na Escola e, posteriormente, na Faculdade, até 1991.
Entre 1961 a 1963 Octávio Lixa Filgueiras foi Arquitecto Regional das Habitações Económicas da Federação das Caixas de Previdência.
Até à década de 70 exerceu vários cargos de relevo na área cultural e patrimonial: entre 1967 e 1977 foi vogal da 4ª Sub-Secção da 2ª Secção da Junta Nacional da Educação (Património Arquitectónico/Urbanístico). Entre 1970 e 1973 foi Membro da Comissão de Intercâmbio do Instituto de Alta Cultura. Entre 1973 e 1976 foi Inspector Superior das Belas-Artes e membro da Comissão Nacional do “Ano Europeu do Património Arquitectónico”.
Na Junta Nacional de Educação, coordenou o Processo «Cidade Romana de Braga» (1976) e o Inquérito «Imóveis do Património a Recuperar», este último desenvolvido com Manuel Fernandes Sá (1978).
Entre 1978 e 1981, é chamado por David Mourão-Ferreira para integrar o Gabinete do Secretário de Estado da Cultura e colaborar na estruturação da futura Delegação Regional do Norte.
Em 1981 é destacado da Secretaria de Estado da Cultura para o Centro de História da Universidade do Porto onde permaneceu até 1985, data em que é criada a Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto para onde é transferido como Professor Catedrático, a seu requerimento. Nesta instituição começou por dirigir um seminário de finalistas dedicado à Protecção do Património Arquitetónico.
Entre 1985-1993 exerceu funções de membro do Conselho Consultivo do Instituto Português do Património Cultural.
A paixão pela Etnologia e Arqueologia Naval é uma constante na sua vida. Nestas áreas desempenhou atividades tão distintas quanto: bolseiro do Instituto de Alta Cultura pelo Centro de Estudos de Etnologia Peninsular; autor do inquérito às embarcações tradicionais portuguesas; consultor do Museu da Marinha e membro fundador do Grupo de Estudos de História Marítima do mesmo Museu (1964). Integrou o Centro de Estudos da Marinha, em 1970, do qual transitou, em 1978, para a Academia de Marinha. Fez parte do Grupo de Trabalho para Defesa do Património Arqueológico Subaquático (1976-1984) e ainda da Comissão de Estudos de Aproveitamento do Leito do Mar, do Gabinete do Chefe do Estado-Maior da Armada. Participou em todos os International Symposia on Boat & Ship Archaeology, tendo organizado o 4º Simpósio, em 1985. Enquanto mentor da Arqueologia subaquática em Portugal, e pela sua experiência de mais de três décadas, exerceu a função de delegado português na reunião do Conselho de Ministros da Comunidade Económica Europeia sobre a defesa do Património Cultural Subaquático (Paris, 1979) e no Grupo de Trabalho de redacção da respectiva Convenção Europeia (Estrasburgo, 1980-85). Nesta área de investigação, foi ainda membro do Hellenic Institute of Marine Archaeology e membro fundador da associação cultural, sem fins lucrativos, Arqueonáutica – Centro de Estudos, onde colaborou na redacção do Livro Branco – Arqueologia ou Caça ao Tesouro? Para um debate sobre a legislação do património arqueológico subaquático em Portugal, documento que, conjuntamente com o movimento cívico a ele associado, viria a contribuir para a revogação da legislação adoptada nos anos noventa do século XX, a qual favorecia a exploração comercial do património cultural subaquático em Portugal.
Faleceu a 11 de Março de 1996, no Porto.
Octávio Lixa Filgueiras foi agraciado postumamente, ainda em 1996, com a Medalha de Mérito Cultural, Grau Ouro, pela Câmara Municipal de Gaia, seguindo-se outras homenagens, publicações de trabalhos de sua autoria.
O seu acervo sobre cultura marítima, o mais importante arquivo pessoal do país, foi doado pelos seus filhos ao Museu Marítimo de Ílhavo, em 2007:
A colecção de fotografias foi doada ao Centro Português de Fotografia, em 2009.