Germano de Castro Pinheiro (1913-1992),
Germano de Castro de Sousa Pinheiro - Germano e Castro - era natural da Figueira da Foz, onde nasceu a 10 de abril de 1913.
Frequentou o colégio Almeida Garrett tendo ingressado em 1931 no Curso Especial de Arquitetura da Escola de Belas Artes o Porto. Formou-se em arquitetura pela Escola Superior de Belas Artes do Porto em 1943. Seguiu-se o tirocínio com o arquiteto Aucíndio dos Santos e, em 1945, a defesa do CODA com a "Construção de um Cineteatro numa Cidade do Norte do País".
Em 1937 casa-se com Maria Adelaide de Castro Flores Torres, originária de Vila do Conde, com quem teve sete filhos. Primeiramente viveram no Porto passando depois a viver em Vila o Conde.
Em 1957 integraria a Comissão de Turismo de Vila do Conde e mais tarde uma Comissão Local de Vila Condenses.
Estabeleceu atelier na cidade do Porto, no escritório da rua de Santo António, e a partir daí consolidou um percurso que se estendeu por mais de seis décadas, traduzido em cerca de 200 projetos identificado, na região litoral norte do país até à década de 80 do século XX.
Para além da arquitetura, desenvolveu um particular interesse pela marcenaria, pela fotografia, pela leitura e pela jardinagem.
Em 1981 Germano Manuel Torres de Castro Pinheiro, seu filho, torna-se sócio-gerente, dando continuidade ao trabalho até então feito. Este prolonga-se até à atualidade e está já nas mãos da terceira geração de Arquitectos da família, sendo a garantia da manutenção da metodologia e dos princípios que têm norteado os diversos projetos efetuados ao longo de mais de 70 anos.
Germano de Castro de Sousa Pinheiro faleceu em Vila do Conde em 1992, aos 79 anos de idade.
Gregório Jesús Gil y Gil nasceu a 12 de março de 1933, em El Burgo de Osma, Espanha. Fez os seus estudos primários no Colégio dos pares claretianos. Em 1961 casou com Maria Angeles Marin Cobo, com que teve quatro filhos.
Foi como dirigente desportivo, nomeadamente como presidente do clube de futebol espanhol, Atlético de Madrid que se tornou conhecido. Este cargo foi por si ocupado em 1987. Em 1999, devido a um escândalo político, foi, por intervenção judicial, afastado da presidência do clube. Contudo, em 2000, a decisão cessou e Jesús Gil assumiu novamente o cargo. No ano de 2003 renuncia ao lugar, sendo substituído por Enrique Cerezo.
Em paralelo com a sua carreira desportiva, Jesús Gil foi político, encabeçando o partido GIL que esteve na presidência do município de Marbella entre 1991 e 2002. Foi, ainda, presidente da Associação de Municípios de Oeste da Costa del Sol, entre 1995 e 1999.
Morreu, em Madrid, a 14 de maio de 1933, com 71 anos.
Fernando Augusto Godinho Mendes Gil nasceu em Moçambique no ano de 1937. Formado em filosofia e escritor de vários livros em língua portuguesa e francesa, esteve na direção de investigação da francesa École des hautes études en sciences sociales e foi professor, durante vários anos, na Universidade Nova de Lisboa.
Fernando Gil é o autor de “La loqique du nom”, de 1972, de “Mimesis e negação”, de 1984, de “Preuves”, de 1988 e de “Traité de l’évidence”, de 1993.
Quanto a condecorações, Fernando Gil recebeu o Prémio de Ensaio, pelo PEN Clube Português, em 1985 e em 1999, o Prémio Pessoa, pelo jornal Expresso e pela Unisys, em 1993, o Doutoramento Honoris Causa, pela Universidade de Aveiro, em 1998 e o título de Grande-Oficial da Ordem da Instituição Pública de Portugal, em 1998. Desde o ano do seu falecimento que o Estado Português outorga o Prémio Internacional Fernando Gil que pretende distinguir aqueles que têm um trabalho exemplar e de excelência no âmbito da filosofia e ciência.
Morreu em Paris, no ano de 2006, com 69 anos.
Alberto Ferreira Paulo, mais conhecido pelo nome artístico Paulo Gonzo, nasceu a 1 de novembro de 1956, em Lisboa. Antes de iniciar a sua carreira de cantor a solo, Paulo Gonzo esteve na criação da banda Go Graal Blues Band, onde chegou a gravar vários discos. É, então, em 1984 que dá início à sua carreira a solo, lançando, no ano de 1986 o seu primeiro disco intitulado de “My Desire”. Contudo, só em 1992, se atreve na música escrita em português, com o álbum “Pedras da Calçada”, que incluiu um dos seus temas de maior sucesso “Jardins Proibidos”, chegando mesmo a ser o tema do genérico de uma novela portuguesa.
Entre a sua discografia estão, ainda, presentes êxitos como “My girl”, de 1988, “Caprichos de Lua”, de 1992, “Acordar”, de 1995 e “Mundial”, de 2002.
Visto como um dos recordistas de vendas musicais em Portugal, Paulo Gonzo chegou a ganhar o Prémio Blitz para melhor voz masculina, em 1995, tendo sido, também, nomeado para melhor artista masculino.