Manuel Augusto Coentro de Pinho Freire, nasceu a 25 de abril de 1942, em Vagos, Aveiro. Iniciou a sua formação académica em Ovar, no ensino licear. Estudou engenharia na Universidade de Coimbra e na Universidade do Porto, nunca tendo concluído qualquer dos cursos. Em 1964 vai para Mafra para cumprir o serviço militar, onde obteve o curso técnico de armamento e equipamento de aviões. Concluído o serviço militar Manuel Freire volta para Ovar para trabalhar na empresa F. Ramada, desenvolvendo, em simultâneo, a sua carreira artística.
Manuel Freire ingressou no Teatro Experimental do Porto, em 1967. No ano seguinte edita o seu primeiro EP, tendo tido alguns dos temas censurados. É em 1969 que ganha maior notoriedade com o seu surgimento no programa Zip-Zip, onde eternizou o tema “Pedra Filosofal”. Interpretação essa que lhe valeu o Prémio da Imprensa desse ano e o Prémio Pozal Domingues. A partir desse ano somaram-se os EP’s, discos e temas gravados, bem como as atuações ao vivo.
A discografia de Manuel Freire é extensa e entre os seus êxitos é possível destacar, “Que Faço Aqui” (1977), “Florestas Em Movimento” (1998), “As Canções Possíveis” (1999) e “Abril, Abrilzinho” (2006), por exemplo.
Manuel Freire desde cedo teve uma atividade social e política intensa, aproveitando os temas que produzia como ferramentas de intervenção. Apenas com 16 anos participou na campanha de Humberto Delgado à Presidência da República, chegando a ser delegado sindical e membro de várias comissões de trabalhadores.
Quanto a condecorações, Manuel Freire foi elevado a Oficial da Ordem da Liberdade, em 1995 e recebeu a Medalha de Prata de Ovar, em 1966.
Fernando Augusto Godinho Mendes Gil nasceu em Moçambique no ano de 1937. Formado em filosofia e escritor de vários livros em língua portuguesa e francesa, esteve na direção de investigação da francesa École des hautes études en sciences sociales e foi professor, durante vários anos, na Universidade Nova de Lisboa.
Fernando Gil é o autor de “La loqique du nom”, de 1972, de “Mimesis e negação”, de 1984, de “Preuves”, de 1988 e de “Traité de l’évidence”, de 1993.
Quanto a condecorações, Fernando Gil recebeu o Prémio de Ensaio, pelo PEN Clube Português, em 1985 e em 1999, o Prémio Pessoa, pelo jornal Expresso e pela Unisys, em 1993, o Doutoramento Honoris Causa, pela Universidade de Aveiro, em 1998 e o título de Grande-Oficial da Ordem da Instituição Pública de Portugal, em 1998. Desde o ano do seu falecimento que o Estado Português outorga o Prémio Internacional Fernando Gil que pretende distinguir aqueles que têm um trabalho exemplar e de excelência no âmbito da filosofia e ciência.
Morreu em Paris, no ano de 2006, com 69 anos.
Gregório Jesús Gil y Gil nasceu a 12 de março de 1933, em El Burgo de Osma, Espanha. Fez os seus estudos primários no Colégio dos pares claretianos. Em 1961 casou com Maria Angeles Marin Cobo, com que teve quatro filhos.
Foi como dirigente desportivo, nomeadamente como presidente do clube de futebol espanhol, Atlético de Madrid que se tornou conhecido. Este cargo foi por si ocupado em 1987. Em 1999, devido a um escândalo político, foi, por intervenção judicial, afastado da presidência do clube. Contudo, em 2000, a decisão cessou e Jesús Gil assumiu novamente o cargo. No ano de 2003 renuncia ao lugar, sendo substituído por Enrique Cerezo.
Em paralelo com a sua carreira desportiva, Jesús Gil foi político, encabeçando o partido GIL que esteve na presidência do município de Marbella entre 1991 e 2002. Foi, ainda, presidente da Associação de Municípios de Oeste da Costa del Sol, entre 1995 e 1999.
Morreu, em Madrid, a 14 de maio de 1933, com 71 anos.