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tipo de entidade
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Forma(s) paralela(s) de nome
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Datas de existência
Histórico
Luís Filipe Rosa de Oliveira Dias nasce no Porto, a 16 de outubro de 1963. Filho de Luís Jorge de Oliveira Dias e Maria Clara Gonçalves da Rosa de Oliveira Dias. Completou os estudos secundários na Escola Secundária Infante D. Henrique, no Porto, e licencia-se em Arquitetura pela Escola Superior Artística do Porto, em 1989. Neste mesmo ano funda a empresa homónima “Filipe Oliveira Dias, Arquitecto Lda.”, localizada na Rua D. Manuel II, n.º 194 no Porto.
Desenvolveu atividade profissional marcada por uma forte ligação à encomenda pública. Ao longo de uma carreira intensa, ainda que relativamente breve, afirmou-se como autor de uma obra coerente e de grande impacto urbano, centrada sobretudo em equipamentos culturais e de ensino.
Destacou-se particularmente pela conceção de cine-teatros, quer de raiz — como os Teatros Municipais de Vila Real e Bragança — quer através da reabilitação de edifícios existentes, como o cinema de São João da Madeira ou o Teatro Helena Sá e Costa, no Porto. Paralelamente, projeta outros equipamentos relevantes, como as Piscinas Municipais de Mirandela, o conjunto habitacional do Monte de S. João — distinguido com o Prémio do Instituto Nacional de Habitação em 2004 — e diversos estabelecimentos de ensino, incluindo a Aula Magna do Instituto Politécnico do Porto e escolas superiores em Felgueiras e Vila do Conde.
Desenvolve ainda trabalho no domínio do design, sendo autor da cadeira “Flame”, inspirada numa harpa e concebida para o Teatro Helena Sá e Costa (integrado na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto). A peça viria posteriormente a ser utilizada em diversos equipamentos culturais, tendo sido selecionada para a Sala de Imprensa da Casa Branca, em Washington.
Paralelamente à prática profissional, prossegue estudos de doutoramento na Universidade de Sevilha-IUCC (agora designado Instituto Universitario de Arquitectura y Ciencias de la Construcción) em Reabilitação Arquitectónica e Urbana com a tese “Projecto Reabilitação de Teatros” e publica obras como 15 Anos de Obra Pública (2004) e Space Odyssey – Architectural and Design Exploration (2007). Com projetos realizados em Portugal e no estrangeiro, incluindo propostas para Havana e Marraquexe, a sua produção constitui um contributo significativo para a arquitetura portuguesa contemporânea.
Desde 2014, lecionava na Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
Filipe Oliveira Dias falece no Porto, a 15 de outubro de 2014.