Zona de identificação
tipo de entidade
Forma autorizada do nome
Forma(s) paralela(s) de nome
Forma normalizada do nome de acordo com outras regras
Outra(s) forma(s) de nome
identificadores para entidades coletivas
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Datas de existência
Histórico
O arquiteto José Manuel Soares nasceu em 1953, na freguesia da Sé, no Porto. Filho de Maria Júlia Gaspar Teixeira e Fernando Augusto Soares, é o terceiro de cinco irmãos: Ana Maria, Maria Paula, Maria Leonor e João Fernando Gaspar Teixeira Soares, sendo as duas primeiras irmãs gémeas de José Manuel. A proximidade com a arquitetura surgiu desde cedo, influenciada pela formação e atividade profissional da mãe, o que lhe proporcionou uma rede de contactos ainda antes de iniciar os seus estudos na área.
Apesar de, no momento de ingresso no ensino superior, ter ponderado seguir medicina, foi pela arquitetura que acabou por enveredar, definindo assim o rumo da sua formação e de toda a sua carreira profissional. Foi casado com Luísa Amélia Torres de Sousa Brandão, arquiteta e professora na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP).
Em 1971, ingressou na Escola Superior de Belas Artes do Porto (ESBAP), no curso de Arquitetura. O seu primeiro estágio decorreu no atelier do arquiteto Benjamim do Carmo, com quem já mantinha contacto através da mãe, tendo sido este quem lhe proporcionou a primeira oportunidade na prática profissional. Em 1974, colaborou durante dois anos no Fundo de Fomento à Habitação (FFH) e no programa Serviço de Apoio Ambulatório Local (SAAL).
Concluiu a licenciatura em 1977 e iniciou a sua atividade profissional num espaço partilhado na Rua 15 de Novembro, no Porto, onde trabalhou com outros arquitetos, colegas e docentes da ESBAP, durante cerca de dois anos. Em 1980, mudou-se para Angola, onde exerceu funções como professor assistente durante dois anos, contribuindo para a formação no curso de engenharia da Universidade de Angola.
De regresso ao Porto, em 1984, iniciou a sua carreira docente na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP), sucessora da ESBAP. Em 1995, fundou o seu próprio atelier. Manteve a atividade letiva até 2020, ano marcado pela pandemia de Covid-19, que introduziu profundas alterações no ensino. Ao longo do seu percurso, sempre encarou de forma indissociável as práticas de ensino e de projeto, uma postura refletida na coerência da sua trajetória profissional.
Em 2024, a FIMS recebeu a doação do acervo de José Manuel Soares, que inclui maquetas, fotografias, desenhos e esquiços reveladores da génese dos seus projetos. A biblioteca do seu atelier integra igualmente este conjunto, evidenciando a estreita relação entre a sua prática arquitetónica e a atividade académica.