Zona de identificação
tipo de entidade
Forma autorizada do nome
Forma(s) paralela(s) de nome
Maurício de Vasconcellos
Maurício Reinaldo da Trindade de Vasconcellos e Faria Gonçalves
Maurício de Vasconcelos
Forma normalizada do nome de acordo com outras regras
Outra(s) forma(s) de nome
identificadores para entidades coletivas
área de descrição
Datas de existência
Histórico
Maurício Reinaldo da Trindade de Vasconcellos e Faria Gonçalves nasceu em Lisboa a 27 de março de 1925.
A sua formação escolar passou pela frequência do Colégio Moderno e do Liceu Luís de Camões, em Lisboa. O ensino superior foi iniciado no curso de Engenharia Civil do Instituto Superior Técnico (IST), mas Maurício decidiu mudar em 1943 para o Curso de Arquitetura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (ESBAL), o qual veio a terminar em 1950.
Entre os anos de 1950 e 1951 estagiou nos ateliers de Vilanova Artigas, em São Paulo, e de Sérgio Bernardes, no Rio de Janeiro, Brasil, e entre os anos de 1951 e de 1954 colaborou com os arquitetos Ruy Athouguia e Formosinho Sanchez, em Portugal. Após receber o diploma de arquitetura em 1955 pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, com a classificação final de 19 valores, Maurício de Vasconcellos abriu o seu próprio atelier na Praça do Areeiro, Lisboa. Logo início do seu percurso profissional, a sua proposta de participação na Exposição de Arquitectura Portuguesa em Londres, em 1956, mereceu ser publicada em revistas de arquitetura. Em 1962, coordenou os Planos de Urbanização da Costa da Caparica e da Trafaria no Gabinete de Urbanismo da Câmara Municipal de Almada.
Maurício de Vasconcellos associou-se a Conceição Silva em 1965, formando um atelier com o nome “Conceição Silva Maurício Vasconcellos, Arquitectos”, que se situava na Rua D. Pedro V, n.º 60, 1º Dto., Lisboa. Desta parceria, podem ser referidos os projetos do Hotel da Balaia, o Hotel Gibalta em Caxias, o Aparthotel de Quarteira (1965), assim como os Apartamentos da Balaia e de Sesimbra (1966). Apenas dois anos depois, em 1967, os dois arquitetos decidiram seguir caminhos separados e os projetos que então ainda se encontravam em curso foram divididos pelos dois arquitetos para a sua consecução.
Em 1968, Maurício de Vasconcellos associou-se a Luís Alçada Baptista e com este fundou o atelier GPA – Gabinete de Planeamento e Arquitetura, com atelier na Rua do Século, 99, 2º, Lisboa. Nesse mesmo ano, ingressou neste atelier o arquiteto Bartolomeu Costa Cabral, que já antes colaborava com os arquitetos Maurício e Conceição Silva. Várias dezenas de arquitetos colaboraram neste atelier durante o seu período de funcionamento durante três décadas. Apenas para referir alguns: António Matos Veloso, José Manuel Lafuente, Carmen Daehnhardt, Pedro César Vieira de Almeida, José Forjaz, João Américo Pinto de Oliveira, Jorge Soares de Oliveira, Tomás Taveira, Arsénio Cordeiro, Manuel Victor Sheppard Azevedo Cruz, José Maria Sá da Bandeira, Leonel Lopes Clérigo, Armindo, Luísa d’Orey, Casimiro Mateus de Oliveira Campos, Peter Udo Schau, Diamantino António Fernandes França, Fernando Luís Marques da Conceição, entre outros.
Para além de arquitetos, o GPA integrava técnicos de outras áreas – Engenharia, Direito, Economia, Sociologia, Geografia e História – o que possibilitou ao atelier assumir a elaboração de projetos diversificados a grande escala, englobando além da arquitetura várias especialidades, tais como equipamentos elétricos, equipamentos mecânicos, águas e esgotos e até arquitetura paisagista. Os projetos do GPA incidiram em áreas como planeamento regional e urbano, projetos de recuperação urbanística, equipamentos aeroportuários e de transportes, escolas e universidades, hospitais e equipamentos de saúde, edifícios industriais e administrativos, hotéis e equipamentos turísticos, habitação individual e coletiva.
Várias foram as entidades públicas que solicitaram os serviços de Maurício de Vasconcellos e do atelier GPA para a elaboração de planos de urbanismo e de projetos de arquitetura: Ministério das Obras Públicas, Ministério da Educação e da Cultura, Câmara Municipal de Lisboa, Câmara Municipal de Almada, Câmara Municipal de Cascais, Câmara Municipal de Oeiras, Câmara Municipal de Sintra, Câmara Municipal de Loures, Câmara Municipal de Évora, Câmara Municipal de Castelo Branco, Câmara Municipal do Funchal, entre outras.
A 9 de junho de 1993, foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
O arquiteto Maurício de Vasconcellos faleceu em Lisboa a 1 de junho de 1997.
Locais
Estado Legal
funções, ocupações e atividades
Arquiteto e Urbanista