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tipo de entidade
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Datas de existência
Histórico
Egas José Rodrigues de Vidigal Vieira nasce em Lisboa, na extinta freguesia de S. João da Pedreira, a 4 de janeiro de 1962. Filho de Egas de Vidigal Vieira e Maria Beatriz Rodrigues da Silva de Vidigal Vieira. Frequenta o curso de Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa, FA/UTL, ao mesmo tempo que complementa a formação no atelier do seu pai, também arquiteto, e desenvolve o gosto pelo detalhe e pela pormenorização.
Licencia-se em 1985, iniciando de imediato a sua atividade profissional, junto daquele que foi o seu antigo professor de Projeto do 5.º ano, assistente de Troufa Real, Manuel Graça Dias, no atelier de Manuel Vicente na Travessa do Noronha, dando início a uma relação profissional determinante para o seu percurso.
Em 1986, é chamado para o serviço militar no Serviço de Fortificações e Obras do Exército, em Évora e, no exercício dessa função deixa vários projetos concluídos, entre os quais: um posto de vigia em Tancos, a Sala do Soldado para o Quartel de Elvas, uma lavandaria para o Quartel de Estremoz e a adaptação de um edifício para a Direção dos Serviços de Saúde num quartel, em Benfica. Foi com este último trabalho ainda a decorrer que, tendo acabado de cumprir o serviço militar, lhe foi proposto que continuasse para acabar o projeto, dando desta forma inicio à sua carreira enquanto profissional liberal.
Nos primeiros anos de atividade, desenvolve também trabalho na área das artes performativas, como responsável gráfico, cenógrafo e figurinista residente na Companhia de Teatro de Almada – Grupo de Campolide, evidenciando uma prática transversal entre arquitetura e produção artística.
Em 1987, obtém o 2.º lugar no concurso para a ampliação da Sede da Ordem dos Engenheiros, em Lisboa, em parceria com Pedro Ucha.
A associação com Manuel Graça Dias consolida-se com a fundação do atelier MGD + EJV, Arquitectos - Contemporânea Lda., em 1990, responsável por uma vasta obra construída em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente em Lisboa, Almada, Porto, Guimarães, Chaves e Sevilha. Entre os projetos mais relevantes destacam-se o estudo de reconversão urbana do estaleiro da Lisnave, em Almada, o campus da Universidade Egas Moniz, no Monte da Caparica, o Museu do Azeite em Mirandela, a Escola de Música, Artes e Ofícios de Chaves, bem como diversos projetos de habitação coletiva.
A sua obra, frequentemente divulgada em publicações e exposições, foi reconhecida em 1991, com MGD, com o Prémio Garrett – Secretaria de Estado da Cultura, relativo à melhor cenografia de 1990, com a peça D. João e a máscara, em 1993 ganhou a Menção Honrosa do Prémio Municipal de Arquitetura de Ponte de Sôr, com a Casa junto à barragem de Montargil. Em 1999, com MGD, o Prémio AICA/Ministério da Cultura em 1999, atribuído ao conjunto da produção do atelier. Mais recentemente, em 2024, recebe o Prémio Valmor e Municipal de Arquitetura 2018, pela requalificação do teatro Luís de Camões LU.CA, em Lisboa.
Paralelamente à prática profissional, desenvolve atividade académica, sendo Professor no IADE (1989-1990), Professor Auxiliar Convidado na Escola Superior de Tecnologia, Gestão, Arte e Design das Caldas da Rainha - ESTGAD (1997–2001) e, desde 1998, no Departamento de Arquitetura da Universidade Autónoma de Lisboa DA/UAL, onde leciona Projeto e Desenho.
Vive e trabalha em Lisboa.