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DC 004-1753 - Estação de S. Bento e Edifício dos Correios e Telégrafos

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Zona de identificação

Código de referência

PT FIMS MSMS-3-3.2-3.2.2-3.2.2.1-04-004-1753

Título

Estação de S. Bento e Edifício dos Correios e Telégrafos

Data(s)

  • 1897-1917 (Produção)

Nível de descrição

DC

Dimensão e suporte

1 unidades de instalação com documentação escrita;
C. 85 peças desenhadas;
20 fotografias;
2 litografias.

Zona do contexto

Nome do produtor

SILVA, José Marques da (1869-1947)

História biográfica

Foi o primeiro dos 10 filhos de Bernardo Marques da Silva e Maria Rosa Marques, nasceu, segundo se julga, no prédio nº 113 da Rua de Costa Cabral na freguesia de Paranhos, Porto, a 18 de Outubro de 1869.
Neto de lavrador e filho de operário marmorista, primeiro, e industrial de obras de mármore, mais tarde.
Frequentou a Escola da Ordem da Trindade e trabalhou nas horas de folga na oficina de seu pai, instalado junto aquela escola.
Feitos os exames do 1º e 2º grau ingressou no liceu onde fez com êxito o 2º ano do respectivo curso geral, passando, depois, a frequentar a antiga Academia Portuense de Belas Artes, tirou o curso de Arquitectura Civil; o 3º ano de escultura e o curso de desenho histórico.
Terminados os seus estudos, no Porto, fez, em Lisboa, as provas para o concurso para pensionista do estado, em Paris. Competiu com Adães Bermudes e foi preterido. Seu pai não se conformando com a situação enviou-o para Paris, com expensas próprias e Marques da Silva ali prosseguiu os seus estudos. Chegou a Paris no ano em que completava 20 anos tendo presenciado a grandiosa Exposição internacional de 1889.
Em 6 de Agosto de 1890 fez o concurso e foi admitido como aluno da Ecole Nationale et Speciale des Beaux Arts e ingressa no atelier de Victor Laloux. Nesta escola obteve o 1º lugar em 3 concursos escolares, obteve uma 1ª medalha, duas 2ª medalhas e várias primeiras menções.
Obteve o título de arquitecto diplomado pelo governo francês em 10 de Dezembro de 1896.
De regresso ao Porto, José Marques da Silva foi nomeado professor de Desenho do Instituto Industrial e Comercial do Porto, em 1900.
Em 1904 foi nomeado Arquitecto da Câmara Municipal do Porto.
Em 1906 foi nomeado professor interino da Cadeira de Arquitectura Civil, na antiga Academia Portuense de Belas Artes onde exerceu docência até 1939.
Em 1914 foi transferido do Instituto Industrial e Comercial do Porto para a Escola de Arte Aplicada onde passou a Professor e Director até 1930, data em que aquela escola foi incorporada na antiga Escola Industrial de Faria de Guimarães, actual escola de Artes Decorativas de Soares dos Reis.
Foi Director da Escola de Belas Artes do Porto, pela 1ª vez por alturas de 1914.
Em 1930 foi nomeado professor da cadeira de Desenho de Construção na Escola Industrial de Faria Guimarães (Arte Aplicada) cuja regência se conservou até à data da sua aposentação.
Nomeado Director efectivo da Escola de Belas Artes do Porto em 1931 mantendo-se até 1939.
Marques da Silva como arquitecto construiu obras no Porto; Matosinhos; Vila nova de Gaia; Guimarães; Barcelos e Braga.
Faleceu em 6 de Junho de 1947.
Transcrição integral da biografia de José Marques da Silva escrita pela sua filha Maria José Marques da Silva, em 1953 (FIMS/MSMS/1119).

História do arquivo

Fonte imediata de aquisição ou transferência

Zona do conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Documentos relativos ao processo de obra Estação de S. Bento e Edifício dos Correios e Telégrafos, no Porto, com o número de obra 1753. O dossiê de obra é composto pelos seguintes documentos: correspondência, apontamentos, anteprojeto, caderno de encargos, memória descritiva e justificativa, medições e orçamentos, cálculos de estruturas, parecer, agendas, fotografias, gravuras e peças desenhadas.

Dados sobre a obra
Autor: José Marques da Silva
Estado da obra: construída
Localização: Porto
Requerente: Caminhos de Ferro do Estado
Tipo de construção: estação ferroviária
Data do projeto: 1896
Data de inicio da obra: 1903
Data de conclusão da obra: 1916
Data do projeto Estação dos Correios e Telégrafos: 1911 (não construída)

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de organização

Zona de condições de acesso e utilização

Condições de acesso

Condiçoes de reprodução

Idioma do material

Script do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de descrição

Zona de documentação associada

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

A documentação deste dossier encontra-se digitalizada e pode ser consultada na sua integra nas instalações da FIMS.

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Zona das notas

Nota

O projeto da Estação de São Bento começou em Paris quando José Marques da Silva escolheu o tema Gare Central para elaborar o seu trabalho de final de curso.
A chegada da linha de caminho-de-ferro ao centro da cidade do Porto tinha sido precedida de várias hesitações. Para que ela fosse possível, para além da abertura do túnel de ligação à encosta dos Guindais, foi necessário demolir o Convento de Ave-Maria que ocupava o lugar das terraplanagens imprescindíveis para as plataformas de embarque. As infraestruturas ficaram concluídas em Novembro de 1896 e nessa data chegou o primeiro comboio a São Bento, ainda sem gare. Em Dezembro desse mesmo ano, Marques da Silva defendeu o seu projecto académico em Paris e obteve o título de Arquiteto Diplomado pelo Governo Francês.
Regressado ao Porto, com um novo estatuto, Marques da Silva expôs o seu projeto em Maio de 1897, nos Paços do Concelho, obtendo um bom acolhimento público da sua proposta formal. Essa publicidade permitiu-lhe dirigir-se aos responsáveis pelas Obras Públicas sugerindo que o encarregassem do projeto para a gare que se teria de construir em São Bento. Para verificar a viabilidade da encomenda, foi pedido a Marques da Silva que apresentasse um projeto detalhado. Isso permitiu-lhe reformular os desenhos académicos e adaptá-los às circunstâncias construtivas e às particularidades específicas de São Bento. Após algumas hesitações políticas, em Setembro de 1899 foi-lhe finalmente adjudicado o projeto.
Durante alguns anos Marques da Silva desenvolveu várias versões de um primeiro projeto, reagindo aos sucessivos pareceres das várias comissões a que se submetiam os desenhos.
Em 1903 começaram as obras de construção do edifício, seguindo um novo projeto que Marques da Silva entregou em Março desse ano. Ainda que tenha sido sujeito a alterações e ajustes posteriores, foi esse projeto que caracterizou os elementos fundamentais da Estação de São Bento tal como a conhecemos hoje.
Em 1911 Marques da Silva projetou a Estação de Correios e Telégrafos que resolvia a relação do edifício com a rua do Loureiro e que nunca chegou a ser construída.
Em 1916 a Estação ficou concluída e o hall da estação, com azulejos de Jorge Colaço.

Identificador(es) alternativo(s)

Pontos de acesso

Pontos de acesso - Assuntos

Pontos de acesso - Locais

Pontos de acesso - Nomes

Zona do controlo da descrição

Identificador da descrição

PT/FIMS/MSMS/1753

Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

Estatuto

Nível de detalhe

Datas de criação, revisão, eliminação

Línguas e escritas

Script(s)

Fontes

• CARDOSO, António. Estação S. Bento, Marques da Silva, Porto, Instituto Arquitecto José Marques da Silva, 2007.

Zona da incorporação

Pessoas e organizações relacionadas

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