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Registo de autoridade
Rafael, António José, 1925-, bispo de Bragança-Miranda
PT/MIL/AJR · Pessoa · 1925-

António José Rafael, nasceu a 11 de novembro de 1925 em Paradinha, Moimenta da Beira. Atualmente, com 91 anos, é Bispo-emérito de Bragança-Miranda, contudo a sua vida religiosa começou quando ainda era bastante novo. Em agosto de 1948 foi ordenado Presbítero e em fevereiro de 1977 ordenado Bispo. Foi Bispo de Bragança-Miranda entre março de 1979 e outubro de 2001, tendo sido precedido por Manuel de Jesus Pereira e sucedido por António Montes Moreira.

Quintanilha, Alexandre Tiedtke, 1945-, físico
PT/MIL/ATQ · Pessoa · 1945-

Filho de Aurélio Quintanilha e de Lucya Tiedtke, Alexandre Tiedtke Quintanilha nasceu a 9 de agosto de 1945 em Maputo, Moçambique. Estudou no continente africano, particularmente os estudos liceais em Maputo, à data Lourenço Marques, e os estudos universitários na África do Sul. Cursou Física Teórica, tendo completado a licenciatura em 1968 em Joanesburgo, na Universidade de Witwatersrand, posteriormente, em 1972, concluiu o doutoramento em Física do Estado Sólido, na mesma instituição de ensino. É casado com o cineasta e jornalista Richard Zimler.
Alexandre Quintanilha foi professor na Universidade da Califórnia e diretor do Centro de Estudos Ambientais da mesma instituição. De 1983 a 1990 assistiu na direção do Laboratório Nacional Lawrence, nomeadamente na secção de energia e ambiente. Já de 1987 a 1990 foi diretor do Centro de Estudos de Tecnologia da Biosfera. É em 1997 que passa a diretor do Centro de Citologia Experimental e docente no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, chegando a professor catedrático deste, bem como coordenador do Instituto de Biologia Molecular e Celular.
Apaixonado pela ciência, Alexandre Quintanilha já fez mais de uma centena de publicações em revistas científicas por todo o mundo e esteve envolvido na escritura de livros sobre biologia, física aplicada e ambiente, bem como na redação da prestigiada “Enciclopédia de Física Aplicada”. É, ainda, autor de vários relatórios e trabalhos nas suas áreas de estudo.
Após a sua reforma, em 2015, Alexandre Quintanilha envolveu-se na esfera política, sendo cabeça de lista nas eleições legislativas de 2015, representado o Partido Socialista mp círculo da cidade do Porto.
Em março de 1993 foi condecorado com a elevação a Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada.

Quinito, 1948-, futebolista
PT/MIL/Q2 · Pessoa · 1948-

Quinito, nome pelo qual é conhecido Joaquim Lucas Duro de Jesus, nasceu a 6 de novembro de 1948, em Setúbal.Foi jogador profissional da Liga Portuguesa de Futebol, durante mais de uma década. Em 1966 inicia a sua carreira, ainda como juvenil, no Vitória de Setúbal, contudo, logo no ano seguinte inicia a sua carreira como profissional sénior na Académica de Coimbra, onde se manteve por duas épocas. É em 1969 que é transferido para o Belenenses, onde atingiu alguns dos seus maiores recordes, com 145 partidas jogadas e 11 golos marcados. Visto como um promissor jogador de meio campo, Quinito, em 1975, muda-se para o clube espanhol Racing Santander e, em 1978, vai para o Sporting de Braga onde, em 19802, dá por finda a sua carreira profissional como futebolista.
Depois de se afastar do meio futebolístico por, aproximadamente, um ano, Quinito decide investir numa carreira como treinador de futebol, tendo começado por orientar o Sporting de Braga, clube onde havia terminado a carreira, passando pelo Rio Aves, Futebol Clube do Porto, União de Leiria, Belenenses, Vitória de Guimarães e Estrela da Amadora, por exemplo.

QUEIROZ, João Marcelino de
PT/JQ · Entidade coletiva · [1920]-1982

João Marcelino de Queiroz estabeleceu o seu atelier de arquitetura, de nome “Arquitectura e decoração João Queiroz Arquitecto” nos anos 20 do século passado, num prédio racionalista, na Rua de Santa Catarina, no Porto, por ele criado para o seu pai; este foi o seu primeiro projeto de arquitetura.
Profissionalmente foi um homem que trabalhou isoladamente; desenhando, ele próprio, todas as peças do projeto, mesmo quando, nos anos 40, assiste aos crescentes pedidos dos seus clientes.
Projetou, maioritariamente na cidade do Porto obras emblemáticas em que se destacam:
O Cine Teatro Olímpia, o Cinema Trindade, o Café Magestic e Cinema Batalha (hipótese não construída). Além destas obras João Queiroz foi igualmente o autor de construções de raiz: habitações unifamiliares e plurifamiliares; fez intervenções em edifícios públicos e privados: fazendo alterações, ampliações, reparações, remodelações e construindo “desvantures”. A Arquitetura religiosa e a Arte funerária foram, também, áreas de intervenção do arquiteto.

QUEIROZ, João Marcelino
Pessoa · 1892-1980

João Marcelino Queiroz, arquiteto e militar, nasceu no Porto a 23 de junho de 1892 e faleceu, com 90 anos, a 25 de fevereiro de 1982. Era o mais novo de 6 irmãos, filho de Abílio de Sequeira Pinto Queiroz e de Branca Laura Pimentel de Lima Queiroz. Casou com Julieta Carolina Machado Bravo com quem teve 1 filho de nome João Marcelino Machado Bravo Queiroz.
Em 1911 matriculou-se no curso preparatório de desenho da Escola de Belas Artes do Porto, tendo depois ingressado no curso de arquitetura, na mesma escola.
Durante a I Guerra Mundial foi mobilizado e entrou na Escola de Guerra (academia de formação de oficiais do exército português, atual Academia Militar); daí foi prestar serviço no Quartel-General e depois no Hospital Militar, passando, em seguida, à reserva.
Em 1920 concluiu o curso de Arquitetura Civil e estabeleceu-se como arquiteto, exercendo a arquitetura como profissional liberal, num prédio situado na Rua de Santa Catarina, no Porto. Aí também se localizava a Casa de Sant’Ana, uma loja portuense de artigos decorativos regionais, da qual era coproprietário.
Em 1922 foi-lhe atribuída a mercê do Grau de cavaleiro da ordem militar de Santiago de Espada, concedida pelo Presidente da República Portuguesa.
Em 1926 obteve o diploma de Arquiteto depois de ter trabalhado durante dois anos na Direção Geral dos Edifícios e Monumentos do Norte.
Durante os anos 40, por ocasião da II Guerra Mundial, foi novamente incorporado tendo-se reformado como Capitão.
Matriculou-se, em 1945, na Escola de Belas Artes do Porto, no curso de Urbanologia, curso este que acabava de ser instituído.

PORTO, José Luiz
PT/JP · Pessoa · 1883-1965

José Luiz Porto, filho de Maria Joaquina do Monte e David António Afonso do Porto, nasceu a 10 de outubro de 1883 em Vilar de Mouros. Ainda em criança muda-se para Lisboa, com os seus pais, onde conclui os estudos primários e ingressa na Escola Industrial Marquês de Pombal. Após a obtenção de uma bolsa de estudo por mérito em 1907 nessa mesma escola parte no mesmo ano para a Suiça onde frequenta a École des Arts Industriels em Genebra. Durante o seu percurso académico obtém vários prémios escolares, à semelhança do que já acontecia em Portugal. Em 1913, termina os estudos obtendo o título de Peintre-Décorateur e casa-se com Juliette Mathey de l’Étang, também formada na mesma escola.

Em 1921, José Porto parte para Paris, iniciando-se assim mais uma fase no seu percurso, certamente a menos documentada, mas que se julga ter sido decisiva na sua formação como Arquiteto. Os primeiros registos da sua atividade profissional em Paris colocam-no junto do mundo da Moda e do Teatro, conhecimento que se refletirá mais tarde nas várias propostas efetuadas no seio dos “Engenheiros Reunidos”, para a construção e remodelação de salas de espetáculos. José Porto começa nesta época a assinar como Architecte-Décorateur, uma alteração de título que poderá ser entendida como uma mudança no seu posicionamento artístico, cada vez mais próximo da prática arquitetónica.
Em 1929, casa-se com Berthe Augustine Métairie, que o acompanhará nas etapas subsequentes da sua vida.
Durante os anos seguintes, o seu percurso ganha relevo pelos vários primeiros prémios obtidos em concursos ou pela sua participação em projetos emblemáticos para cidade como é o caso da proposta para o Coliseu do Porto (1937). A sua obra construída, predominantemente residencial, tinha como destinatária uma burguesia portuense informada, que aceitava uma interpretação local de uma “modernidade” que se terá consolidado na sua passagem por Paris. Desta forma, ao longo da década de 30 e integrado num escritório multifacetado, José Porto experimenta este programa com coerência e persistência aproveitando o contexto de expansão da cidade
Em meados dos anos 40 intensifica a sua presença em Moçambique, mais precisamente na cidade da Beira, onde realiza vários projetos. Durante este período, realiza, em simultâneo, algumas obras no Porto e na zona Norte.
O regresso definitivo a Portugal é acompanhado por visitas cada vez mais regulares a Vilar de Mouros, acabando por se fixar na sua terra natal, na antiga casa dos pais, em Marinhas, a partir da década de 50. Esta mudança coincide com uma série de encomendas para a região, obras estas onde se afasta dos códigos linguísticos do “moderno” das décadas de 30 e 40. Com o pretexto do que viria a ser a sua última encomenda – a remodelação de uma quinta no Alto da Lixa para a família Pimenta Machado - José Porto transfere a sua residência para Amarante, cidade onde virá a falecer em 6 de Junho de 1965.

PORTAS, Nuno
Pessoa · 1934-2025

Nuno Rodrigo Martins Portas nasceu em Vila Viçosa, a 23 de setembro de 1934, e faleceu em Lisboa, a 27 de julho de 2025. Foi arquiteto, urbanista, professor e investigador, sendo reconhecido como uma das figuras centrais da cultura arquitetónica e urbanística portuguesa da segunda metade do século XX.
Frequentou inicialmente a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, concluindo o curso na Escola Superior de Belas Artes do Porto onde obteve o diploma de arquiteto, em 1959, com a dissertação “A Habitação Social – Proposta para a Metodologia da sua Arquitectura”.
Ligado à crítica cinematográfica, foi cofundador do Cineclube Católico, juntamente com João Bénard da Costa, Pedro Tamen e Nuno Bragança, tendo colaborado como crítico de cinema no Diário de Lisboa e no Diário Ilustrado.
Iniciou a sua atividade profissional no atelier do arquiteto Nuno Teotónio Pereira, onde colaborou entre 1957 e 1974, participando em alguns dos mais significativos projetos da arquitetura portuguesa do século XX, entre os quais a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Lisboa (1962-1976), distinguida com o Prémio Valmor em 1975, os conjuntos habitacionais dos Olivais (1957-1968) e o Plano de Urbanização do Restelo (1969-1975).
Em paralelo, desenvolveu uma intensa atividade crítica e editorial, integrando, a partir de 1958, a redação da revista Arquitectura, da qual viria a ser diretor. O seu trabalho de crítica foi distinguido com o Prémio Gulbenkian de Crítica de Arte, em 1963.
Entre 1962 e 1974 foi investigador do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), onde coordenou o Núcleo de Pesquisa de Arquitetura, Habitação e Urbanismo, desenvolvendo investigação pioneira nas áreas da habitação coletiva e das funções e exigências da habitação.
Após o 25 de Abril de 1974 assumiu o cargo de Secretário de Estado da Habitação e Urbanismo nos primeiros Governos Provisórios. Nesse contexto criou o Serviço de Apoio Ambulatório Local (SAAL), promovendo modelos participativos de intervenção urbana e políticas públicas de habitação que marcaram profundamente o debate urbanístico em Portugal.
A partir da década de 1980, dedicou-se sobretudo ao urbanismo e ao planeamento territorial, coordenando e assessorando numerosos projetos e estudos urbanos em Portugal e no estrangeiro. Em Portugal destacou-se pela consultoria aos planos do Vale do Ave, pela atividade como vereador da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia (1990), pela coordenação do Plano do Campus da Universidade de Aveiro (1999-2000) e pela participação no planeamento da Expo’98 (1993-1994) e da área de Chelas (1995-1998), em Lisboa. Internacionalmente, foi coordenador do Planeamento Intermunicipal de Madrid (1980-1983), consultor do Plano Estratégico Metropolitano de Barcelona (1991-1992) e colaborou em projetos urbanos para Santiago de Compostela, Rio de Janeiro, Cabo Verde e Roma. Foi ainda consultor das Nações Unidas e da União Europeia nas áreas do urbanismo e da investigação científica.
A sua carreira académica teve um papel determinante no ensino da arquitetura em Portugal. Lecionou na ESBAL entre 1965 e 1971 e, a partir de 1983, integrou o curso de Arquitetura da ESBAP, participando ativamente na criação da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP), onde assumiu funções como Professor Catedrático desde 1989. Presidiu ao Conselho Científico da FAUP e fundou o Centro de Estudos de Arquitetura e Urbanismo, bem como o Mestrado em Planeamento e Projeto do Ambiente Urbano. Foi professor convidado em diversas universidades europeias e sul-americanas.
Autor de uma vasta obra publicada sobre arquitetura, habitação, cidade e urbanismo contemporâneo, deixou contributos fundamentais para a reflexão sobre o espaço urbano e as políticas de habitação. Entre as suas obras mais influentes destacam-se “A Arquitectura para Hoje” (1964) e “A Cidade como Arquitectura” (1969).
Ao longo da sua carreira recebeu numerosas distinções nacionais e internacionais, entre as quais o Prémio Sir Patrick Abercrombie de Urbanismo da União Internacional dos Arquitetos, atribuído em 2005, e a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

Pinto, António Coelho, 1966-, corredor
PT/MIL/AP7 · Pessoa · 1966-

António Coelho Pinto nasceu a 22 de março de 1966, em Amarante, Porto. Desde cedo ligado ao desporto, em 1986, com apenas 20 anos, deixa o ciclismo para iniciar a modalidade do atletismo. Nesse ano passa a representar a Associação Desportiva de Amarante e, logo em 1987, muda-se para o Futebol Clube do Porto, que passou desde logo a representar, tendo esta filação durado quatro anos.
De 1992 a 1993 António Pinto passa a representar o Sport Lisboa e Benfica e de 1994 a 2002 o Maratona CP. Foi vencedor da Maratona de Berlim, em 1994, da Maratona de Londres, nos anos de 1992, 1997 e 2000 e dos 10000 metros no Campeonato da Europa de Atletismo, em Budapeste, em 1998. Foi, ainda, campeão de dois campeonatos nacionais nos 5000 metros, nos anos de 1994 e 1999.
António Pinto participou em diversas competições, como os Jogos Olímpicos de 1988, 1992, 1996 e 2000, campeonatos do mundo, em 1995, 1997 e 1999, campeonatos da europa, em 1990, 1994 e 1998 e campeonatos do mundo, em 1987, 1988, 1990, 1992 e 2000.