Manuel Denis-Jacinto nasceu a 8 de janeiro de 1915 em Condeixa-a-Nova. Frequentou a Universidade de Coimbra entre 1933 e 1943, onde concluiu as licenciaturas em Ciências Matemáticas, Engenharia Geográfica e Ciências Pedagógicas. Apaixonado pelo teatro fundou o Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra, tendo sido, também, Presidente do Orfeon Académico de Coimbra e da Associação Académica de Coimbra. Já em 1945 assumiu o cargo de diretor interino do jornal Diário de Coimbra.
Em 1949 foi preso pela PIDE por ser militante anti-fascista e pelos textos polémicos que escrevia, acabando por ser liberto em 1959. Ao longo da sua vida foi agraciado por diversas vezes, sendo que as distinções de maior destaque passaram pela Medalha de Mérito Cultural (1996), pela Comenda da Ordem do Infante D. Henrique (1988) e pela Medalha de Honra da Universidade de Coimbra (1997). Em 2015 o município de Condeixa-a-Nova lançou o Prémio o Festival Deniz-Jacinto para dignificar e perpetuar a memória do teatrólogo Manuel Deniz-Jacinto. O seu falecimento data de 8 de janeiro de 1998 (83 anos), em Coimbra.
Adalberto da Rocha Gonçalves Dias nasceu no Porto a 26 de março de 1953. É filho de Adalberto Gonçalves Dias (1920–2005), também arquiteto e membro da ODAM (Organização dos Arquitetos Modernos), e de ….
Entre 1970 e 1976, frequentou a componente letiva do Curso de Arquitetura na Escola Superior de Belas Artes do Porto (ESBAP), tendo-se licenciado em 1981. Mais tarde, obteve o grau de Doutor pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP) com a defesa da tese "Razões do Construir".
Foi colaborador permanente do arquiteto Álvaro Siza Vieira entre 1971 e 1977. A partir desse ano, iniciou a sua atividade em regime liberal, mantendo colaborações ocasionais com Siza Vieira em projetos específicos. Ao longo da sua carreira, desenvolveu múltiplos projetos de habitação unifamiliar e coletiva, reabilitação de edifícios, equipamentos públicos e desenho urbano — muitos dos quais distinguidos em concursos, publicados em revistas da especialidade, nacionais e internacionais.
Paralelamente à prática de atelier, dedicou-se à docência como Professor Doutor na FAUP e como professor convidado em instituições de prestígio em Lausanne, Veneza, Bolonha/Cesena, Milão e Nápoles. É também orador regular em conferências e tem integrado exposições em Portugal, Espanha, França, Itália, Japão e Brasil.
Da sua lista de distinções e prémios, destacam-se:
• 1992 e 1998: Premiado na Iª e IIIª Trienal Internacional de Arquitetura de Sintra.
• 1996: Nomeado para o Prémio Mies van der Rohe e para o Prémio Iberfad.
• 1998: Vencedor do Prémio Secil de Arquitetura.
• 2014: Prémio de Excelência do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade.
• 2016: Prémio Nacional de Reabilitação Urbana – Prémio Nuno Teotónio Pereira.
• 2017: Prémio Nacional de Reabilitação Urbana (atribuído à intervenção iniciada em 2015).
Carlos Alberto Carvalho Dias nasceu a 14 de janeiro de 1929 em Viana do Castelo.
Iniciou a sua atividade ininterrupta como arquiteto em regime liberal em 1954, após concluir a frequência do Curso de Licenciatura em Arquitetura na Escola Superior de Belas Artes do Porto. Entre 1955 e 1956, como arquiteto estagiário, integrou a equipa responsável pelo mapeamento da Zona 2 - Trás-os-Montes e Alto Douro - no âmbito do Inquérito à Arquitetura Regional Portuguesa, juntamente com Arnaldo Araújo e com Octávio Lixa Filgueiras, coordenador da equipa. Ainda em 1955, frequentou o Curso de Urbanismo na ESBAP lecionado pelo arquiteto e professor francês Robert Auzelle. Carvalho Dias recebeu o Diploma em Arquitetura pela Escola Superior de Belas Artes do Porto em 1957, com a apresentação do seu Concurso para Obtenção do Diploma de Arquitecto (CODA), subordinado ao tema "Uma Habitação na Praia de Moledo do Minho”, pelo qual obteve a classificação de 19 valores.
De 1957 até 1968, Carvalho Dias integrou o Gabinete de Urbanização da Câmara Municipal do Porto como consultor, sob a orientação do Prof. Auzelle, com quem foi coautor do Plano Diretor do Porto (também conhecido como Plano Auzelle), publicado em 1962. Colaborou ainda com o Prof. Auzelle na organização e na direção do Curso de Férias da União Internacional dos Arquitetos de 1968 na ESBAP.
Em 1973, recebeu o convite do Prof. Percy Johnson-Marshall, da Universidade de Edimburgo, e do Prof. Manuel da Costa Lobo, do Instituto Superior Técnico, para coordenar a comissão de consultores que viria a elaborar o “Plano da Região do Porto”, apresentado oficialmente em 1975.
Carlos Carvalho Diasas foi o arquiteto-chefe do Fundo de Fomento da Habitação no Porto entre 1973 e 1975, .
Nos anos de 1986 e 1987, exerceu o cargo de Secretário-Adjunto do Governo de Macau, assumindo a pasta do Equipamento Social, a convite do Prof. Joaquim Pinto Machado, nomeado Governador de Macau nesse ano. Carlos Carvalho Dias esteve envolvido em vários projetos urbanísticos no território de Macau, nomeadamente no estudo para localização e construção do aeroporto, na criação do “Museu da Marinha” (Museu Naval de Macau) e do “Laboratório de Engenharia Civil de Macau”, na conclusão do Plano de Urbanização do Território e na apresentação da candidatura de Macau a Património Cultural Mundial.
Em 1988 integrou o Departamento dos Estabelecimentos Humanos e do Património Cultural da Fundação do Oriente, no qual foi consultor para a área do Património de 1989 a 1997.
Entre 1989 e 2007, foi Professor Auxiliar Convidado na Universidade Lusíada, Porto, regendo as unidades curriculares de Urbanismo, Recuperação e Planeamento Urbano.
Em 1996, foi eleito Vogal da Delegação Portuguesa do “ICOMOS” (International Council on Monuments and Sites), na qual assume um papel determinante para a atribuição de Património Cultural Mundial ao Centro Histórico do Porto.
Carlos Carvalho Dias foi arquiteto-urbanista consultor para várias Câmaras Municipais no Norte de Portugal, nomeadamente Vila do Conde, Póvoa do Varzim, Viana do Castelo, Ponte de Lima, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Braga e Chaves, entre outras. Durante as décadas de 80 e 90, produziu projetos de urbanismo em atelier conjunto com o arquiteto Pedro Torres Guimarães, que era já anteriormente seu colaborador.
Carvalho Dias foi também um relevante promotor do urbanismo a nível nacional e internacional. Juntamente com outros arquitetos-urbanistas, fundou a 23 de janeiro de 1965, em Amesterdão, a Associação Internacional de Urbanistas, da qual foi vice-presidente no triénio de 1981/82 a 1983/1984, e fundou, em janeiro de 1983, em Coimbra, a Sociedade Portuguesa de Urbanistas (mais tarde Associação dos Urbanistas Portugueses), na qual também exerceu vários cargos diretivos.
Durante o seu percurso profissional, Carlos Carvalho Dias participou em diversos congressos nacionais e internacionais de arquitetura e urbanismo, salientando-se os organizados pela FIHUAT (Federação Internacional da Habitação, Urbanismo e Ordenamento do Território) e pela AIU (Associação Internacional de Urbanistas) entre 1956 e 2011. Dos vários eventos em que colaborou na organização, destaca-se o XX Congresso Internacional dos Urbanistas, que decorreu em Braga de 31 de agosto a 5 de setembro de 1984.
Em 2003, foi-lhe atribuído o grau de Membro Honorário da Ordem dos Arquitetos. É também membro honorário da Associação dos Urbanistas Portugueses e da Associación Española de Tecnicos Urbanistas.
Em 2010, é publicado o seu livro “Memórias de Trás-os-Montes e Alto-Douro: nos 55 anos do ‘Inquérito à Arquitectura Regional Portuguesa’", escrito com base no seu trabalho realizado entre 1955 e 1960 no âmbito do projeto do Sindicato Nacional dos Arquitetos sobre a arquitetura popular portuguesa.
Carlos Carvalho Dias faleceu no Porto a 27 de junho de 2024.
Com a conclusão do Curso de Licenciatura em Arquitetura na Escola Superior de Belas Artes do Porto, Carlos Carvalho Dias inicia a sua atividade de arquiteto a título liberal. Os seus primeiros projetos são na maior parte de arquitetura, mas já em 1955 realiza o esboceto do anteplano do Plano Regulador de Urbanização de Celorico da Beira. Nesse mesmo ano faz parte da equipa responsável pela Zona 2, Trás-os-Montes e Alto Douro, para o Inquérito à Arquitetura Regional Portuguesa.
A sua atividade a título liberal, de 1954 a 2008, destacou-se sobretudo no campo do urbanismo, elaborando vários estudos, planos de urbanização gerais, parciais e de pormenor e planos diretores municipais. Entre 1963 e 2003, foi consultor, como arquiteto-urbanista, para várias Câmaras Municipais, sobretudo das regiões do Douro Litoral e Minho, para as quais realizou diversos planos urbanísticos: Ponte de Lima, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Monção, Vila do Conde e Póvoa do Varzim, entre outras.
O seu atelier funcionou Avenida da Boavista e na Rua 15 de Novembro, no Porto.
Luís Filipe Rosa de Oliveira Dias nasce no Porto, a 16 de outubro de 1963. Filho de Luís Jorge de Oliveira Dias e Maria Clara Gonçalves da Rosa de Oliveira Dias. Completou os estudos secundários na Escola Secundária Infante D. Henrique, no Porto, e licencia-se em Arquitetura pela Escola Superior Artística do Porto, em 1989. Neste mesmo ano funda a empresa homónima “Filipe Oliveira Dias, Arquitecto Lda.”, localizada na Rua D. Manuel II, n.º 194 no Porto.
Desenvolveu atividade profissional marcada por uma forte ligação à encomenda pública. Ao longo de uma carreira intensa, ainda que relativamente breve, afirmou-se como autor de uma obra coerente e de grande impacto urbano, centrada sobretudo em equipamentos culturais e de ensino.
Destacou-se particularmente pela conceção de cine-teatros, quer de raiz — como os Teatros Municipais de Vila Real e Bragança — quer através da reabilitação de edifícios existentes, como o cinema de São João da Madeira ou o Teatro Helena Sá e Costa, no Porto. Paralelamente, projeta outros equipamentos relevantes, como as Piscinas Municipais de Mirandela, o conjunto habitacional do Monte de S. João — distinguido com o Prémio do Instituto Nacional de Habitação em 2004 — e diversos estabelecimentos de ensino, incluindo a Aula Magna do Instituto Politécnico do Porto e escolas superiores em Felgueiras e Vila do Conde.
Desenvolve ainda trabalho no domínio do design, sendo autor da cadeira “Flame”, inspirada numa harpa e concebida para o Teatro Helena Sá e Costa (integrado na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto). A peça viria posteriormente a ser utilizada em diversos equipamentos culturais, tendo sido selecionada para a Sala de Imprensa da Casa Branca, em Washington.
Paralelamente à prática profissional, prossegue estudos de doutoramento na Universidade de Sevilha-IUCC (agora designado Instituto Universitario de Arquitectura y Ciencias de la Construcción) em Reabilitação Arquitectónica e Urbana com a tese “Projecto Reabilitação de Teatros” e publica obras como 15 Anos de Obra Pública (2004) e Space Odyssey – Architectural and Design Exploration (2007). Com projetos realizados em Portugal e no estrangeiro, incluindo propostas para Havana e Marraquexe, a sua produção constitui um contributo significativo para a arquitetura portuguesa contemporânea.
Desde 2014, lecionava na Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
Filipe Oliveira Dias falece no Porto, a 15 de outubro de 2014.
Manuel Carlos Sanches da Graça Dias nasceu em Lisboa, a 11 de abril de 1953, filho de Manuel Rodrigues da Graça Dias e de Maria da Conceição Morais Sanches da Graça Dias. Residiu no Campo Santana até aos sete anos de idade, altura em que, em 1960, parte com a sua família para Lourenço Marques. Nesse contexto, estabeleceu o seu primeiro contacto com a arquitetura de Pancho Guedes, regressando a Portugal em 1970.
Licencia-se em Arquitetura pela Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, em 1977, tendo frequentado, no ano letivo de 1975/1976, o Curso Superior de Cinema do Conservatório Nacional. Como trabalho final de curso, desenvolveu o projeto “Casa G. em Famalicão”, acompanhado da reflexão teórica “Arq. Pop, Há?”, na qual explorou, através do desenho e de referências da arquitetura do quotidiano, a hipótese de uma arquitetura simultaneamente popular e erudita, evocando “os muros de Alcanena, as casas texturadas atrás, os volumes tornados abstratos e ruidosamente coloridos”.
Foi com Manuel Vicente, seu professor no 5.º ano, que reforça o seu interesse pela arquitetura, cuja abordagem reconhece como apaixonante e crítica e que “o obriga a reflectir sobre arquitectura”. Em 1978, partiu para Macau, onde estagiou no seu atelier no âmbito de um levantamento do património arquitetónico da cidade, projeto proposto por Manuel Vicente à Fundação Calouste Gulbenkian. Desse trabalho resultaria, mais tarde, a publicação, em 1991, do livro Macau Glória: a Glória do Vulgar, em coautoria com Manuel Vicente e Helena Resende.
Concluído este trabalho, regressa a Lisboa, voltando a deslocar-se a Macau em 1980, onde permaneceu até 1981. Nesse período, colaborou com Manuel Vicente em diversos projetos, dando início à sua atividade profissional naquele território, experiência determinante para a formação do seu pensamento arquitetónico.
À parte do exercício individual da arquitetura, cruza-se em Manuel Graça Dias o debate em torno da pós-modernidade e dos seus efeitos na cultura arquitetónica portuguesa, tendo emergido como “a figura central” de uma nova geração de arquitetos. Nesse período, a cidade de Chaves assumiu um papel relevante enquanto território de experimentação da sua obra, longe dos grandes centros urbanos, acolhendo projetos que testemunham a importância da cidade no contexto da renovação arquitetónica portuguesa das décadas de 1980, tendo sido o Edifício Golfinho exemplo disso.
Paralelamente, entre 1973 e 1985, exerceu funções como professor de Desenho, Educação Visual e Técnicas de Expressão e Práticas de Representação, no Ensino Secundário e no Magistério Primário.
Em 1990, fundou, com Egas José Vieira, o atelier Contemporânea, responsável por uma vasta obra construída em Portugal e no estrangeiro, destacando-se projetos como o Teatro Municipal de Almada, o Museu da Oliveira e do Azeite em Mirandela, a Escola de Música, Artes e Ofícios de Chaves e, mais recentemente, a requalificação do Teatro Lu.Ca em Lisboa. Em 1992, estendem a sua parceria com a criação da empresa Mediterrânea, Artigos de Design, Lda. Desenvolveu igualmente trabalho na área da cenografia, que designava como “arquiteturas efémeras”.
Desenvolveu uma intensa atividade académica, tendo sido assistente na Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa (1985-1996), onde lecionou nos cursos de Arquitetura e Arquitetura de Interiores. Posteriormente, integrou a Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, como professor auxiliar (1997-2015), onde se doutorou em 2009 com a tese Depois da cidade viária, tornando-se Professor Associado. Lecionou ainda na Universidade Autónoma de Lisboa (desde 1998), onde dirigiu o Departamento de Arquitetura entre 2000 e 2004.
A sua obra foi amplamente reconhecida, tendo recebido, em 1983, Menção Honrosa Valmor pelo projeto de ampliação e remodelação de um edifício na Graça, em Lisboa, em associação com António Marques Miguel. Obteve o 1.º Prémio no concurso por convite para o Projeto Global de Consolidação das Ruínas de São Paulo, em Macau, bem como o 1.º lugar no concurso para o Pavilhão de Portugal na Expo’92 (Sevilha, 1989) e para a nova sede da A.A.P./Banhos de São Paulo (atual Ordem dos Arquitetos), em Lisboa (1991), ambos em associação com Egas José Vieira. Em 1999, recebeu o Prémio AICA/Ministério da Cultura pelo conjunto da sua obra construída, tendo sido nomeado para prémios internacionais como o Prémio Mies van der Rohe e o Prémio Aga Khan.
Paralelamente à prática de projeto, desenvolveu atividade crítica, editorial e de divulgação, escrevendo regularmente sobre arquitetura desde o final da década de 1970 e colaborando com diversos meios de comunicação, incluindo imprensa, rádio e televisão. Foi autor e apresentador, com Isabel Colaço, do programa quinzenal “Magazine de Arquitetura e Decoração/Ver Artes”, na TV2, produções Zebra (1992-1996), onde entrevistou arquitetos, apresentou obras e promoveu o debate sobre arquitetura e cidade. Foi colaborador da rádio TSF (1995-1999) e escreveu com regularidade para a revista Arquitetura Portuguesa e para o Jornal Arquitetos, bem como para a imprensa generalista, nomeadamente o Jornal de letras, artes e ideias (1985), O Independente (1988/1989) e o Expresso, no âmbito da crítica de arquitetura (2001/2006).
Exerceu funções como comissário consultivo da exposição Depois do modernismo/uma polémica dos anos 80 (1983) e comissário adjunto da exposição itinerante Tendências da arquitetura portuguesa (1986). Foi diretor do Jornal Arquitectos (2009–2012) e integrou a direção da Ordem dos Arquitetos (2000–2004). Foi comissário da representação portuguesa à VIII Bienal de Arquitetura de São Paulo (2009) e, com Ana Vaz Milheiro, da exposição Sul África/Brasil (Trienal de Lisboa 2010). Presidiu à Secção Portuguesa da AICA (2008–2012).
Foi autor de uma vasta obra bibliográfica dedicada à arquitetura e à cidade, incluindo diversos títulos publicados entre 1991 e 2015. Entre os títulos mais relevantes destacam-se Macau Glória: A glória do vulgar (com Manuel Vicente e Helena Rezende, 1991); Vida Moderna (1992); O Homem que Gostava de Cidades (2001) e Manual das cidades (2006), bem como diversas publicações em coautoria com Egas José Vieira dedicadas à divulgação da sua obra arquitetónica.
A sua obra fazia-se da confluência e resolução da tradição clássica erudita portuguesa, a arquitetura popular e o modernismo, tendo sido definida por Paulo Varela Gomes como uma “arquitetura de sedução”.
Em 2006, foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. Faleceu em Lisboa, a 24 de março de 2019.
Maria Albertina da Costa Dias, nasceu a 26 de abril de 1965 em Miragaia, Porto. É uma ex-corredora, espacializada na corrida de fundo. A sua carreia iniciou em 1983, no Boavista FC, onde permaneceu 7 anos. Em 1991 passa a representar o Maratona Clube da Maia, onde esteve até ao fim da sua carreira, em 2000.
Embora nunca tenha conquistado uma medalha olímpica participou por três vezes nos Jogos Olímpicos. Uma primeira, em 1988, em Seoul, conquistando um décimo lugar nos 1000 metros, uma segunda, em 1992, em Barcelona, com um décimo terceiro lugar nos 1000 metros e uma terceira, em 1996, em Atlanta, conseguindo um vigésimo sexto lugar na maratona.
Albertina Dias participou também em três campeonatos do mundo, em 1991, em Tóquio, onde desistiu na final dos 1000 metros, em 1993, em Estugarda, onde conseguiu um sétimo lugar nos 1000 metros e em 1995, em Gotemburgo, onde voltou a desistir na final dos 1000 metros. Duas das suas melhores classificações internacionais aconteceram em 1991, no campeonato do mundo em pista coberta, em Sevilha, onde alcançou o quarto lugar na prova dos 3000 metros e em 1998, nos campeonatos ibero-americanos, em Lisboa, igualmente com um quarto lugar na prova dos 500 metros.
Quanto a medalhas, Albertina Dias ganhou uma medalha de ouro, em 1993, no campeonato mundial de corta-mato, em Amorebieta, uma medalha de prata, em 1992, no campeonato mundial de corta-mato, em Boston e uma medalha de bronze, em 1990, no campeonato mundial de corta-mato, em Aix-les-Bain. Participou em mais quatro campeonatos mundiais de corta-mato não tendo conquistado qualquer medalha.
Albertina Dias esteve, ainda, presente em dois campeonatos da europa de corta-mato, em 1996, em Charleroi e em 1998, em Ferrara, com um quinto e sétimo lugar, respetivamente. Participou também em dois campeonatos do mundo de meia maratona em Oslo, em 1994 e em Uster, em 1998, com um quarto e décimo primeiro lugar. Ganhou quatro medalhas por equipas no campeonato feminino do mundo de estrada, uma de ouro, em 1997, duas de prata nos anos de 1986 e 1989 e uma de bronze, em 1988.
No ano de 1993 Albertina Dias foi distinguida com a Medalha Olímpica Nobre Guedes.
Maria Amélia Dias foi casada com Eduardo Marques da Silva.
Didi é uma personagem criada e interpretada desde 1960 pelo humorista Renato Aragão. A personagem tomou tal proporção e fama que o seu interprete é mais conhecido por Didi do que pelo nome real. O nome completo desta personagem é Didi Mocó Sonrisépio Colesterol Novalgino Mufumbbo.
Esta personagem é interpretado no programa televisivo da Rede Globo, “Os Trapalhões” e em diversos filmes e programas como “A Turma do Didi”, “Acampamento de Férias”, “Criança Esperança” e em determinados programas especiais da Rede Globo.
O interprete e criador de Didi, Renato Aragão é um famoso ator, diretor, advogado, cineasta, produtor, comediante, humorista, escritor, apresentador e cantor brasileiro. Formou-se em direito pela Faculdade de Direito do Ceará da Universidade Federal do Ceará, em 1961, um ano depois da primeira aparição de Didi. Em 1977 criou o programa humorístico “Os Trapalhões”, com o qual obteve a fama e o destaque nacional que atualmente tem, tudo isso motivado pela personagem Didi.
Domingos Ferreira Pinto de Faria nasceu a 12 de janeiro de 1934, em Rio Tinto, Gondomar, filho de Lino Pinto de Faria e Maria Ferreira.
Casou-se com Maria Nazaré da Silva Moreira Pinto de Faria, com teve três filhos.
Obteve o seu Diploma de Arquiteto na Escola Superior de Belas Artes do Porto em 1965, mas a sua formação incluiu, também, a frequência do Curso de Economia da Construção, ministrado por D. A. Turin da University College of London.
Entre 1957 e 1970 exerceu a sua atividade na Câmara Municipal do Porto, primeiro no Gabinete de Urbanização, colaborando diretamente na elaboração do Plano Director da Cidade do Porto, sob a orientação do Professor Arquitecto Robert Auzelle, e posteriormente na Repartição de Construção de Casas, integrado na equipa escolhida para a realização do Plano de "extinção" das ilhas da cidade do Porto.
Paralelamente, entre 1970 e 1973, é consultor dos Caminhos de Ferro Portugueses para a Região Norte.
Em 1970 é contratado pelo Fundo de Fomento da Habitação, em janeiro de 1981 é nomeado Diretor da Direção de Habitação do Norte, deixando de exercer esse cargo, a seu pedido, em Março de 1982. Desenvolveu, paralelamente, atividade como Deputado da Assembleia Municipal do Porto.
Da obra desenvolvida enquanto profissional liberal destacam-se, na cidade do Porto, entre outros: os projetos para a Universidade Católica do Porto, o Centro Diocesano - Casa de Vilar ou a reconstrução do Hotel Boa-Vista. A sua obra estende-se a Braga, Póvoa de Varzim, Cinfães, Marco de Canavezes, Gondomar, Francelos e Famalicão.
Domingos Pinto de Faria faleceu em 2002.
Mark Dornford-May nasceu a 29 de setembro de 1955, em Inglaterra. Durante a sua juventude aprofundou o gosto na área do cinema o que fez investir numa formação nessa área, na Bristol University quando tinha perto de vinte anos. É casado com a atriz e cantora sul africana Pauline Malefane desde 2002, com quem tem três filhos.
Mark Dornford-May foi assistente da Royal Shakespeare Company, coordenador do RSC Workhouse Theatre e fundador da Playwrights Company at Bristol Old Vic. Em 1981 foi nomeado diretor artístico do Solent Peoples Theatre. Paralelamente foi professor na Royal Academy of Dramatic Art e na Central School of Speech and Drama.
Em 1990 Mark Dornford-May funda a Broomhill Opera, fruto do restauro da Wilton's Music Hall, já em 2000, depois de audições que contaram com mais de 2000 pessoas, Dornford-May, juntamente com Charles Hazlewood criou uma companhia de teatro lírico para o Spier Festival.
Entre as suas obras mais famosas estão os filmes “Sono f Man”, “U.Carmen eKhayelitsha”, “Unogumbe – Noye’s Fludde” e “Breathe – umphefumlo”.
Ljubinko Drulovic nasceu a 11 de setembro de 1968 na Sérvia. Embora seja de nacionalidade sérvia, Drulovic jogou e representou diversos clubes de futebol portuguese durante a sua carreira profissional. Entre 1986 e 1992 jogou no seu país de origem, nomeadamente no Zlatar Nova Varos (1986-1987), Sloga Pozega (1987-1988), Sloboda Uzice (1988-1990) e Rad (1990-1992). Em 1992 transferiu-se para Portugal onde jogou no Gil Vicente (1992-1993), no Porto (1993-2001), onde ganhou cinco campeonatos nacionais, no Benfica (2001-2003) e no Penafiel (2004-2005). Entre 2003 e 2004 representou o clube sérvio Partizan. Jogou, ainda, de 1994 a 2007, pela seleção nacional sérvia.
Depois de terminada a sua carreira enquanto jogar profissional de futebol, Drulovic dedicou-se à atividade de treinador de futebol. Entre 2006 e 2007 representou o clube português Tourizense, já em 2008 os clubes sérvios Banat Zrenjanin e Drava Ptuj e atualmente encontra-se no clube angolano Primeiro de Agosto.