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Registo de autoridade
Faria, Pedro Augusto Lynce de Abreu e, 1943-, político
PT/MIL/PALAF · Pessoa · 1943-

Filho de Acácio Alberto de Abreu e Faria e de Maria Vitória Cabral de Vilhena de Sousa Lynce, Pedro Augusto Lynce de Abreu de Faria nasceu a 6 de fevereiro de 1943 ,em Lisboa. Casou com a Maria Rosette da Veiga Camarate de Campos, com quem tem quatro filhos.
Pedro Faria exerce há longos anos a profissão de professor universitário, no entanto foi o seu cargo como ministro da ciência e ensino superior na XV no governo constitucional, entre 2002 e 2003, que lhe valeu maior notoriedade. Desde essa altura continuou a exercer certos cargos políticos, na maioria das vezes ligados à ciência e educação, todavia nunca mais integrou um governo constitucional português. É militante do Partido Social Democrata.

PT/MIL/ACSCF · Pessoa · 1916-1941

Filho de Rui de Menezes de Castro Feijó e de Maria Luisa Malheiro de Faria e Távora Abreu e Lima, Álvaro de Castro e Sousa Correia Feijó nasceu a 5 de junho de 1916, em Viana do Castelo. Iniciou os seus estudos no colégio dos jesuítas de La Guardia, na Galiza e, de seguida, prosseguiu os estudos na Universidade de Coimbra. É nessa época que começa a escrever os seus primeiros poemas, influenciados pelo movimento literário do neorrealismo. Chegou a ver os seus poemas publicados nas revistas Sol Nascente, Seara Nova, Altitude e O Diabo.
Em 1940 publica o seu único livro em vida, “Corsário” e no ano seguinte, morre em consequência de um cancro.
Postumamente viu os seus poemas publicados na revista Novo Cancioneiro e um livro publicado, em 1941, intitulado de”Poemas de Álvaro Feijó”, com prefácio de Armando Bacelar.
Morreu a 9 de março de 1941, em Coimbra, com 24 anos.

FERNANDES, Francisco Barata
PT/FBF · Pessoa · 1950-2018

Francisco José Barata Fernandes (Porto, 12 de novembro de 1950 — Porto, 16 de agosto de 2018) foi um arquiteto e professor catedrático português, figura de relevo da denominada Escola do Porto.
Percurso Académico e Institucional
Em 1975, diplomou-se em Arquitetura pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto (ESBAP). Iniciou a sua atividade docente na mesma instituição em 1979, onde lecionou até 1984. A partir de 1985, transitou para a recém-criada Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP). Ao longo da sua carreira académica, lecionou diversas disciplinas ligadas às áreas do planeamento, da teoria e do projeto, além de integrar programas de intercâmbio e coordenar seminários nacionais e internacionais.
• Investigação em Itália (1984–1985): Desenvolveu um trabalho de investigação em coautoria com a arquiteta Madalena Pinto da Silva sobre a Política de desenvolvimento urbano e recuperação de centros antigos, sob a orientação da Faculdade de Arquitetura do Politécnico de Milão.
• Doutoramento (1997): Concluiu o Doutoramento em Arquitetura pela FAUP. Em 1999, publicou a sua tese: Transformação e Permanência na Habitação Portuense - As Formas da Casa na Forma da Cidade (FAUP Publicações).
• Cargos de Gestão na FAUP: Desempenhou funções de liderança institucional na faculdade como Presidente do Conselho Diretivo (2006–2010), Presidente do Conselho Científico (2014–2018) e coordenador do curso de Doutoramento em Arquitetura na especialidade de Património Arquitetónico.
Atividade Profissional e Obra
Primeiras Parcerias (1971–1986)
Entre 1971 e 1978, colaborou com os arquitetos Alfredo Matos Ferreira, Bernardo Ferrão e Fernando Távora, este último uma figura fulcral na sua formação e estruturação conceptual. Posteriormente, estabeleceu uma parceria formal com Bernardo Ferrão (1978–1986), focada no desenvolvimento de Planos de Pormenor (PP), Planos Gerais de Urbanização (PGU), loteamentos e projetos de habitação unifamiliar e coletiva no Norte de Portugal. Deste período destacam-se:
• Casa na Madalena, Vila Nova de Gaia (1980–1982)
• Recuperação de solar urbano para Casa da Cultura, Esposende (1980–1984)
• Recuperação de casa agrícola, Seixas (1984)
Coautoria com Manuel Fernandes de Sá (A partir de 1990)
Em parceria com o arquiteto Manuel Fernandes de Sá, desenvolveu intervenções urbanas de grande escala, tais como:
• Cooperativa de Habitação de Massarelos (95 habitações), Porto (1990–1995) – Distinguida com o Prémio INH 1996 (Instituto Nacional de Habitação).
• Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente (PUALZE), Lisboa (1992–1995).
• Plano de Urbanização da Marginal do Douro, Porto (1995).
• 1.º Prémio no concurso para a conversão de um quarteirão em hotel de luxo na Ribeira, Porto (1996).
Projetos Individuais e Intervenções Urbanas (A partir de 1987)
A partir de 1987, iniciou a sua prática individual, assinando projetos emblemáticos de reabilitação patrimonial e desenho de espaço público:
• Recuperação do Castelo de Santa Maria da Feira: 1.ª fase (1990) e 2.ª fase (1999–2001).
• Edifício de comércio e escritórios, Vila das Aves (1991).
• Recuperação de Quintas: Quinta do Ribeiro, Santo Tirso (1994) e Quinta da Carreira, Vizela (1995–2002).
• Gabinete de arquitetura, Porto (1996).
• Praça e edifício de habitação e comércio do Bom Nome, Vila das Aves (1998).
• Porto 2001 (Capital Europeia da Cultura): Integração nas equipas de requalificação do espaço público da Área Oeste A (Praça da Cadeia e Largo do Olival, 2000–2001, coord. Camilo Cortesão e Mercês Vieira) e da Área Oeste B (Rua do Almada e Praça Filipa de Lencastre, 2000–2001, coord. Virgínio Moutinho).
• Plano de Pormenor de S. Paio / Canidelo, Vila Nova de Gaia (2002) – Integrado no Programa Polis.
Reconhecimento Recente
Em 2014, o seu mérito na área da reabilitação urbana foi publicamente consagrado ao ser distinguido com o prestigiado Prémio João de Almada (atribuído em conjunto com os arquitetos Nuno Valentim e José Luís Gomes). O prémio distinguiu o exemplar projeto de reabilitação do edifício residencial de 1928, localizado na Rua Alexandre Braga, no Porto, originalmente desenhado pelo arquiteto José Marques da Silva.
Francisco Barata Fernandes faleceu na sua cidade natal a 16 de agosto de 2018, deixando um vasto legado ligado à salvaguarda do património arquitetónico e ao ensino da arquitetura em Portugal.

FERNANDEZ, Sérgio
1937-2026

Sérgio Leopoldo Fernandez Santos nasceu a 25 de abril de 1937, na freguesia do Bonfim, no Porto. Era filho de Alfonso Fernandez Cubeles, de nacionalidade espanhola, e de Maria de Lurdes dos Santos. Tinha dois irmãos: uma irmã e um irmão.
Em 1954, matriculou-se no curso de Arquitetura da Escola Superior de Belas Artes do Porto (ESBAP). Enquanto aluno, participou no CIAM (Congresso Internacional de Arquitetura Moderna), realizado em Otterlo em 1959.
Em 1958, iniciou a sua colaboração no escritório do arquiteto Alfredo Viana de Lima, que se prolongou até ao fim do curso.
Em 1962, integrou o grupo que tomou as primeiras iniciativas para a fundação da Árvore – Cooperativa de Atividades Artísticas, a cuja Direção viria a pertencer mais tarde.
Concluiu a sua formação em 1964 no Concurso para a Obtenção do Diploma de Arquiteto (CODA), apresentando o trabalho “Recuperação de Aldeias – Equipamento Colectivo – Rio de Onor, Bragança”, com o qual obteve a classificação final máxima de 20 valores.
No início da sua carreira, trabalhou em regime de coautoria com os arquitetos Alcino Soutinho, Pedro Ramalho e Arménio Losa, efetuando diversas obras de arquitetura e urbanismo.
No início da década de 1970, associou-se a Alexandre Alves Costa, seu companheiro de geração e da ESBAP, para fundar o escritório: o Atelier 15, localizado na rua 15 de Novembro nº 61.
À margem do trabalho no atelier, Sérgio Fernandez foi um dos intervenientes na operação SAAL (Serviço de Apoio Ambulatório Local), onde projetou o Bairro do Leal (1974-1978) na Rua das Musas, no Porto. Entre 1971 e 1973, projetou também a sua casa de férias em Caminha, conhecida como Vill´Alcina (ou Casa Alcina).
Da sua vasta obra, premiada e amplamente publicada, sobressaem os Edifícios Residenciais da Pasteleira, no Porto (1965), em parceria com Pedro Ramalho; o Complexo Turístico de Moledo (1980); o Jardim Infantil de Moledo (1988); e a Residência de Estudantes em Lisboa para a Expo'98 (1996-1998), entre outros.
Em coautoria com Alves Costa, destacam-se projetos marcantes como o Estudo de Recuperação e Valorização Patrimonial da Aldeia de Idanha-a-Velha, o restauro do Cine-Teatro Constantino Nery em Matosinhos (inaugurado em 2008), o Complexo Residencial de Viana do Castelo (2005) e a intervenção no Convento de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra (inaugurada em 2009).
A sua carreira docente foi igualmente marcante. Em 1974, foi convidado pelo Conselho Diretivo da ESBAP a ingressar no corpo docente como Assistente Eventual, lecionando na cadeira de Arquitetura IV e, no ano seguinte, na de Arquitetura I. Entre 1976 e 1983, integrou os Conselhos Diretivos e Pedagógicos do curso de Arquitetura da ESBAP. Já na FAUP (Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto), trabalhou como assistente de Fernando Távora, dirigindo a disciplina de Projeto e, mais tarde, a de Teoria Geral da Organização do Espaço, inclusive na extensão pedagógica que a faculdade promoveu em Viseu (1987-1992).
Foi membro do Conselho Científico da FAUP desde 1987 até à sua jubilação em 2006, tendo também dirigido o Centro de Estudos da Faculdade entre 1990 e 1997. Paralelamente, lecionou no Departamento Autónomo de Arquitetura da Universidade do Minho, em Guimarães (1997-2005). O seu percurso como docente teve ainda projeção internacional, tendo proferido conferências, ministrado aulas e orientado seminários em instituições nos Países Baixos, na antiga União Soviética, Finlândia, Itália, Angola, Brasil, Panamá e Colômbia.
Reconhecido pelo seu imenso contributo, foi agraciado com a Medalha de Ouro da Cidade de Vila Nova de Gaia em 2013 e distinguido com o título de Sócio Honorário da Ordem dos Arquitectos.
Sérgio Fernandez faleceu no dia 25 de março de 2026, aos 89 anos.

Fernando Lanhas, Arquiteto
Entidade coletiva · [194-]-1993

Fernando Lanhas inicia a sua atividade de arquiteto em 1946 sendo o último projeto datado dos anos 90. Projetou moradias, prédios, espaços museológicos, habitação coletiva, habitação unifamiliar, habitação multifamiliar e equipamentos.

Fernando Lanhas, Pintor
Entidade coletiva · [194-]-[199-]

O interesse de Fernando Lanhas pela pintura surgiu quando ainda frequentava o curso de arquitetura na ESBAP. No início dos anos 40, motivado pelo ambiente escolar, teve os primeiros contactos com a problemática do abstracionismo. Em 1942 realizou alguns desenhos abstratos, abrindo uma nova via de reflexão estética e plástica na pintura portuguesa contemporânea. Enquanto completava a sua formação académica participou ativamente na organização de uma série de exposições itinerantes “independentes / 1943-1959".
Apesar de não ter tido um percurso artístico regular, trabalhando a pintura a par da arquitetura e de múltiplas ocupações paralelas (arqueologia, astronomia, poesia, desenho, museologia) Fernando Lanhas pode ser considerado pioneiro do abstracionismo (geométrico e não) em Portugal.

Fernando Távora, Arquitecto
PT/FTA · Entidade coletiva · 1946-1996

Fernando Távora exerceu atividade de arquiteto, como profissional liberal, de 1946 a 1996, no seu escritório da Rua Duque de Loulé, nº 98, 3º esq., freguesia da Sé, Porto.

Fernando Távora, Professor na ESBAP e FAUP
Entidade coletiva · 1957-1993

Fernando Távora foi Assistente na Escola Superior de Belas Artes do Porto, a título gracioso, entre 1957 e 1958. Em 14 de Abril de 1958 foi nomeado para 2º Assistente do 1º Grupo. Em 1962 publicou a sua prova para Professor Agregado, intitulada "Da organização do Espaço", tendo sido nomeado para o 1º Grupo de Disciplinas. Em 3 de Abril de 1963, tomou posse como 1º Assistente do 1º Grupo e, entre 14 de Abril de 1970 e 13 de Maio de 1986, desempenhou as funções de Professor do 1º Grupo. Na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto foi Professor Associado até 1989 e Professor Catedrático até 1993, ano em que foi jubilado.

FERRÃO, Bernardo
PT/BF · Pessoa

Bernardo Ferrão de Tavares e Távora nasceu no dia 17 de abril de 1913, na Casa do Costeado, Creixomil, Guimarães.
Filho de D. José Ferrão de Tavares e Távora e de sua mulher dona Maria José do Amaral Ferrão Lobo Machado, foi o quarto filho… tendo como irmão : --- e Fernando Távora
Frequentou o Colégio de La Guardia, na Galiza, e concluiu os estudos superiores na Faculdade de Engenharia do Porto, tendo-se licenciado em Engenharia Civil, em 1938. Foi funcionário da Direcção Geral dos Serviços de Hidráulica, até 1948, em paralelo exerceu atividade como profissional liberal, com atelier na rua dos Bragas, 54, 1º esq., Porto.
Casou com Isabel Maria de Vilas Boas de Queirós Montenegro.
Publicou coletâneas de legislação Edificações Urbanas, Urbanização, entre outras.
Foi autor do projeto da Estrada Marginal do rio Douro, a montante da Ponte da Arrábida, no Porto.
Em 1956 forma a Firma Ribeiro da Silva, Lda., na rua dos Bragas, 54, 1º esq., Porto, posteriormente no largo de S. Sebastião, Leça do Balio,S. Mamede de Infesta, com o sócio Fernando Ribeiro da Silva.
A partir de 1971, por motivos de saúde foi-se progressivamente retirando da atividade profissional passando a dedicar-se a estudos da Arte Nacional, especialmente de mobiliário e cerâmica portuenses e depois da imaginaria luso-oriental.
Bernardo Ferrão faleceu a 23 de dezembro de 1982, no Porto.

FERRÃO, Bernardo José
Pessoa · 1945-2004

Bernardo José Ferrão de Tavares e Távora, também conhecido por Bernardo José Ferrão nasceu na Foz do douro, Porto, em 19 de junho de 1945. Filho de Bernardo Ferrão de Tavares e Távora e Isabel Maria de Vilas Boas de Queirós Montenegro.
Licenciado e Doutorado em Arquitetura pela Escola Superior de Belas do Porto (ESBAP) foi Professor da Escola Superior de Belas Artes do Porto e da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto.
Casou com Maria do Rosário Ulrich Ferreira Ferrão, em 1970. Pais de Xxx filhos, incluindo D. Maria Carlota Ulrich Ferreira de Montenegro Ferrão e D. Bernardo Ferreira de Queirós Montenegro Ferrão:
F1. Bernardo de Tavares e Tavora, * 1976.
F2. Rodrigo de Tavares e Tavora.
F3. Fernando de Tavares e Tavora.
F4. Pedro de Tavares e Tavora.
F5. Maria Carlota de Tavares e Tavora.
F6. Mafalda de Tavares e Tavora.

FERREIRA, Alfredo Durão de Matos
1928-2015

Alfredo Durão de Matos Ferreira nasceu em Lisboa, a 1 de março de 1928. Era filho de António Joaquim de Matos Ferreira, médico dos Caminhos de Ferro em Trás-os-Montes e Bertha Nery Durão, pintora, discípula de Columbano.
Em 1948 matriculou-se na Escola de Belas Artes do Porto, em 1952 termina o curso especial de arquitetura, concluindo o Curso Superior de Arquitetura em 1959.
Alfredo Matos Ferreira nunca chegou a concluir o trabalho para o Concurso para Obtenção do Diploma de Arquitecto – “Reconversão urbana e agrícola para a aldeia de Urros”, que alinhara em 1961. Em 1973 por questões profissionais remete o seu Curriculum Vitae a procedimento burocrático, para a obtenção administrativa do documento de curso.
Alfredo Matos Ferreira exerceu atividade profissional de arquiteto ao longo de mais de 50 anos (1950-[2004]).
Ainda estudante, no início da frequência escolar, trabalhou por curto período de tempo com o tio Mário Abreu, nomeadamente na urbanização nascente da rua da Friagem, atual rua Arquitecto Marques da Silva.
Entre 1970 e 1972 colaborou no escritório de Arménio Losa, desenvolvendo entre vários trabalhos o projeto para a Central de Camionagem em Vila Nova de Famalicão.
Alfredo Matos Ferreira exerceu atividade profissional nos programas da habitação individual, grupal ou multifamiliar, e no âmbito dos equipamentos para o ensino e no desenho urbano.
Em 1976 até 1998, por convite, Alfredo Matos Ferrrira iniciou a docência da disciplina de Projeto, no Curso de Arquitetura da Escola Superior de Belas Artes do Porto atividade que, acompanhando a integração do curso na Universidade do Porto, se consolidou na Faculdade de Arquitectura, até 1998. E foi no contexto de prestação de provas académicas que elaborou o trabalho “Aspectos da Organização do Espaço Português” (1986).
De interesses multifacetados Alfredo Matos Ferreira experimentou o cinema, produzindo, entre outros, alguns documentários de valor antropológico; teve igualmente fascínio pelo mar, praticou vela e estudou a construção de barcos.
Alfredo Matos Ferreira faleceu no dia 27 de junho de 2015, no Porto, na sua residência na rua Arquitecto Marques da Silva.