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Registo de autoridade
Gouveia, Maria Manuela Jardim, 1949-, escultora
PT/MIL/MMJG · Pessoa · 1949-

Maria Manuela Jardim Gouveia nasceu a 7 de julho de 194 em Bolama, Guiné-Bissau. Apaixonada pelas artes visuais ingressou na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, onde tirou o curso escultura. Poucos anos depois frequentou a Fundação Ricardo do Espírito Santo onde estudou gravura, têxteis e decoração. Entusiasmada pelas novas oportunidades de aprendizagem, viajou até Paris onde cursou serigrafia no Institut Nacional d’Education Populaire.
Maria Manuela Gouveia é, ainda, professora e pintora, sendo autora de dois selos e de um bloco dilatélico que comemorou a visita a Guiné do Papa Paulo II. É, também, a autora da serigrafia que comemora os cem anos do Aquário Vasco da Gama. Além disto, participa em inúmeras exposições de cariz individual e coletivo. Entre os países onde já expos estão Portugal, S. Tomé e Principe, Macau, Marrocos, Cabo Verde e Bélgica. Esteve, ainda, envolvida nos Bienais dos Artistas dos Países Mediterrânios, em 1989, na Grécia e em 1990, em Marselha, em representação de Portugal.
Maria Manuela Gouveia foi premiada com o Prémio Cartaz, em 1978, a Menção Honrosa em Pintura, em 1984, o Título “Amigo”, em 1992 e o Prémo AI-UÉ Pintura, em 1993.

GPA - Grupo de Planeamento e Arquitectura
PT/FIMS/GPA · Entidade coletiva · 1968 - 1997

O Grupo de Planeamento e Arquitectura (GPA) foi um atelier de urbanismo e arquitetura fundado pelos arquitetos Maurício de Vasconcellos e Luís Alçada Baptista em 1968. Situava-se na Rua do Século, N.º99, Lisboa. O GPA surgiu logo após o encerramento do atelier conjunto de Maurício de Vasconcellos com Francisco da Conceição Silva. Vários dos projetos da autoria de Maurício de Vasconcellos iniciados neste atelier tiveram continuação no então recém-formado atelier do GPA. Nesse mesmo ano, o arquiteto Bartolomeu Costa Cabral - que anteriormente colaborava no atelier de Maurício de Vasconcellos e Conceição Silva - ingressou na equipa do GPA e tornou-se responsável por vários projetos, sobretudo os relacionados com instituições académicas.
Grande parte da atividade do GPA desenvolveu-se em projetos de grande dimensão, nomeadamente planos de urbanização, instituições de ensino superior e conjuntos habitacionais e urbanísticos. Chegaram a trabalhar 60 pessoas neste atelier.
O Grupo de Planeamento e Arquitectura (GPA) cessou a sua atividade em 1997.

Guedes, Eduardo Sanches, 1974-, chef de cozinha
PT/MIL/ESG · Pessoa · 1974-

Eduardo Sanches Guedes, também conhecido como Edu Guedes, nasceu a 18 de maio de 1974, em São Paulo, Brasil. Estudou administração de empresas, em São Poulo, na Faculdade Metropolitanas Unidas. Mais tarde, motivado pelo gosto pela culinária, cursou gastronomia na cidade de Bolonha, em Itália. Casou, em 2004, com a apresentadora Eliana Bezerra, casamento esse que terminou em 2007. No ano seguinte volta a casar-se, desta vez com a empresária Daniela Zurita, com quem teve uma filha, sendo que, em 2014, oficializaram o término do relacionamento. Desde essa altura assumiu outros relacionamentos, sendo o mais recente com a jornalista Erica Reis, que começou no ano de 2016.
É em 1996 que começa a sua carreira profissional, num bairro da sua cidade natal, com um negócio de gelados. No final dessa década foi colaborador no programa de televisão brasileiro “Mulheres”, do canal TV Gazeta. No ano de 2001 participou no, também programa televisivo “Note e Anote”, onde preparava e apresentava diversos pratos. Três anos depois passou para o programa “Tudo a Ver”, na Rede Record, onde fazia reportagens no âmbito da gastronomia. Ainda neste canal, em 2005, fez parte de um trio de apresentação do programa “Hoje em Dia”. Em 2009, apresentou, concomitantemente, o programa “Receita para Dois”, no canal Record News e, em 2014, retira-se do “Hoje em Dia”. É em 2015 que deixa definitivamente a Rede Record e muda-se para a RedeTV onde passa a apresentar com Celso Zucatelli e Mariana Leão o programa culinário “Melhor pra Você”.
Eduardo Guedes conquistou nos anos de 1998, 1999 e 2000 o prémio de Melhor Gelado e, em 1997, o Spatula D’Argento, em Itália.

Guerra, António Teixeira
PT/FIMS/ATG · Pessoa · 1929 - 2012

António Maria de Calça e Pina Teixeira Guerra nasceu a 7 de fevereiro de 1929 em Santa Maria de Belém, Lisboa, filho do Dr. Rui da Fonseca e Sousa Camões Teixeira Guerra e de Mariana de Sousa Menezes de Calça e Pina Teixeira Guerra. Casou-se com Martine Anne Marguerite Françoise Marie de Stoop Teixeira Guerra, com quem teve 3 filhos e 1 uma filha.
António Teixeira Guerra viveu a sua juventude quase toda no estrangeiro, em virtude das missões diplomáticas do seu pai, cônsul e embaixador. Teixeira Guerra estudou no Canadá, na Alemanha, nos EUA, Inglaterra, França e na Suíça. O pai foi um dos principais promotores da política de integração de Portugal na E.F.T.A. e instalou o primeiro consulado de Portugal no Canadá. Por isso, António Teixeira Guerra viveu no Canadá entre os 8 e os 12 anos, mudando-se para Berlim em 1940, no período de governo nazi. A família mudou-se no ano seguinte para os Estados Unidos da América, onde António terminou o liceu em 1946.
A opção de Teixeira Guerra pela arquitetura foi, segundo ele, consequência do seu talento para a matemática e para o desenho. De 1946 a 1947 frequentou o 1º ano da Escola de Arquitetura da Universidade de Manchester. Prosseguiu depois os seus estudos no Curso de Arquitetura e Urbanismo da Escola de Arquitetura e Urbanismo na Escola Politécnica da Universidade de Lausanne, na Suíça, tendo aí obtido o Diploma de Arquiteto com a classificação de 20 valores a 22 de julho de 1955. Ainda na Universidade de Lausanne, aceitou o convite de Jean André Tschumi, Diretor da Escola de Arquitetura e Urbanismo, fundador e então presidente da União Internacional dos Arquitetos (UIA), para exercer as funções de seu professor assistente. Em 1957, após ter passado com 19 valores no exame de equivalência exigido para o exercício da profissão de arquiteto e urbanista em Portugal na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (ESBAL), inscreveu-se no Sindicato Nacional dos Arquitetos (SNA) em Portugal.
Entre 1957 e 1975, António Teixeira Guerra foi consultor e colaborador do Instituto Nacional de Investigação Industrial (INII), em Lisboa, contribuindo para a estruturação e organização iniciais desse instituto, colaborando na criação do seu Núcleo de Arte e Arquitetura Industrial em 1960, e promovendo várias ações para a melhoria do “desenho industrial” a nível nacional. Ainda em 1960, e pela ação de Teixeira Guerra, o INII realizou a sua primeira apresentação pública na Exposição de Embalagem na FIL (Feira Internacional de Lisboa), com um stand da autoria do arquiteto e designer António Sena da Silva e com a colaboração dos designers António Garcia e Luís Filipe de Abreu. No âmbito da sua ação no INII, António Teixeira Guerra destacou-se como consultor em matéria de planeamento regional e turístico: em colaboração com o Dr. José da Silva Lopes elaborou as bases para o primeiro Plano de Desenvolvimento Turístico de âmbito nacional em Portugal, projetou e acompanhou programas de assistência técnica para a E.F.T.A. e a O.C.D.E., participou em negociações para programas de assistência técnica no âmbito de instituições europeias, nomeadamente entre Portugal e a Suíça, e organizou várias conferências, colóquios e ações didáticas.
António Teixeira Guerra criou a ADR – Agência de Desenvolvimento Regional, Lda., uma sociedade de estudos e projetos de urbanismo e arquitetura onde se abordava problemáticas com componentes pluridisciplinares, como planificação urbana, regional, turística, mobilidade e industrial. Através desta agência, Teixeira Guerra concretizou vários projetos de urbanismo e arquitetura, tais como as instalações do DIALAP - Sociedade Portuguesa de Lapidação de Diamantes, SARL, de 1960, em colaboração com o arquiteto e professor Carlos Manuel Ramos, o plano de urbanização do Conjunto Turístico de Nova Belas, em 1979, o Plano Geral de Remodelação do Centro Urbano de Vila do Conde, de 1980, e a Reabilitação do Castelo do Crato, de 1992.
No ano de 1979 esteve na Universidade da Califórnia, em Irvine, como investigador visitante convidado na área da antropologia urbana e da programação operacional. Aqui delineou o seu primeiro projeto criativo para o Castelo do Crato.
Os seus projetos de obra são diversificados e presentes em vários pontos do país, com destaque para as regiões da Grande Lisboa, Alentejo e Algarve. As tipologias mais presentes são a arquitetura industrial e os planos urbanísticos para conjuntos residenciais turísticos. O seu atelier situava-se na Av. Infante Santo, Lisboa.
A obra a que António Teixeira Guerra se dedicou com mais paixão foi a recuperação e reconversão do Castelo do Crato, cuja ruínas tinham sido adquiridas pelo seu pai, o Dr. Rui Teixeira Guerra, em 1939. Em 1989, após a doação do castelo à Câmara Municipal do Crato pelo pai, em representação da sociedade Centro de Estudos e Intercâmbio Turístico do Crato Lda., António Teixeira Guerra fez um contrato com a mesma Câmara tendo em vista a recuperação e valorização do castelo, através de uma concessão por 99 anos à sua Agência de Desenvolvimento Regional. Ligado a este projeto, Teixeira Guerra fundou a Fundação do Castelo do Crato, que pretendia ser um centro de investigação e de alta tecnologia, focada nos meios audiovisuais, com uma área de museu dedicada ao património artístico mundial, no reabilitado castelo.
António Teixeira Guerra morreu em 2012.