Jaime Isidoro nasceu a 21 de março de 1924, no Porto. Estudou desenho e pintura, áreas pelas quais era apaixonado desde criança, na Escola Soares dos Reis. Em 1945, com apenas 21 anos expõe pela primeira vez individualmente, na cidade do Porto, constituindo, pouco a pouco, uma carreira consistente como pintor. Em paralelo com a sua profissão, Jaime Isidoro foi professor, animador cultural e galerista, sendo promotor de diversos projetos na área das artes plásticas, como encontros internacionais de cultura visual.
Jaime Isidoro tinha como inspiração para as suas obras, a cidade do Porto, desde a sua paisagem urbana, à sensibilidade das formas dos pormenores da cidade. Foi, ainda, fundador da Academia Dominguez Alvarez, em 1954 e da Bienal de Cerveira, em 1978.
No que toca a condecorações e distinções, Jaime Isidoro recebei o Prémio Armando Basto, em 1954, o Prémio António Cordeiro, em 1955 e o Prémio Henrique Pousão, em 1957. Obtev, também, a Medalha de Mérito Cultural, pela Câmara Municipal de Cerveira, em 1952, a medalha de ouro pela Câmara Municipal do Porto, em 1988 e a medalha de ouro pela Câmara Municipal de Gaia, em 2002. Em 2006 foi elevado a Grande-Oficial da Ordem do Mérito.
As suas obras podem ser visitadas no Museu do Chiado, Museu Machado Castro, entre outros.
Morreu a 21 de janeiro de 2009, no Porto, com 84 anos.
Júlio Isidro, nome pelo qual é conhecido Júlio José de Pinho Isidro do Carmo nasceu a 5 de janeiro de 1945, em Lisboa. Visto como um dos apresentadores de maior destaque, a sua primeira aparição na televisão aconteceu em 1960 enquanto elemento do coro pertencente ao Liceu Camões. Meses depois, com 15 anos, é admitido como co-apresentador do “Programa Juvenil”, transmitido na RTP.
Júlio Isidro cumpriu serviço militar e, durante esse período, cursou fotografia e cinema, chegando a estar envolvido na produção e realização de diversos documentário sobre a vida militar, tendo ganhado uma menção honrosa no Festival de Cinema Militar, realizado em Versailles, com um filme denominado de “Portugal e a Cartografia”.
É em 1968 que começa a apresentar os noticiários na RTP. Entre 1974 e 1978 apresenta o programa de sucesso “O Fungagá da Bicharada”, tendo somando outros sucessos nessa e na década seguinte. Chegados aos anos 80 apresenta, inicialmente, o “Grafonola Ideal”, passa pelo “Febre de Sábado de Manhã”, “O Passeio dos Alegres”, “Arroz Doce” e “Clube de Amigos Disney”. Já nos anos 90 apresenta o “Oito e Oitenta”, o “Regresso ao Passado” e “E.T. – Entretimento Total”. Em 1995, já na TVI, apresenta “Dar que Falar”, “Olhó Popular”, entre outros programas. Em 1997 regressa à RTP para o comando do programa “Antenas no Ar” e, mais tarde, de “Jardim das Estrelas”.
Em 2000, Júlia Isidro celebra os 40 anos na atividade televisiva e celebra-os com o inicio da apresentação de “Agora é que são elas” e de “A outra face”. Ainda nesta década apresentou programas como “Portugal no Coração”, “Quarto Crescente”, “Inesquecível”, “Veão Total, entre outros. Atualmente apresenta “Traz P’ra Frente”, cujo início foi em 2015.
Além da televisão, Júlio Isidro destacou-se na rádio portuguesa, trabalhando na RCP, de 1968 a 1975, ma Rádio Comercial e, mais recentemente, na Antena 1, com uma rúbrica diária intitulada de “A Ilha dos Tesouros”. Destacou-se, também, na atividade como escritor, publicando livros infantis como “Histórias do Tio Julião” (1989), “Juliana das Farturas” (1990), “Ideias Giras” (2005), “100 Histórias para Contar e Sonhar” (2006) e “A Nossa Televisão (Desde os Avós até Nós” (2007) e outras tipologias de obras como “Conto Final Parágrafo”.
Fora da esfera dos canais televisivos, Júlio Isidro apresentou determinados eventos, como é exemplo a Gala dos 50 anos da ONU, a Gala FIFA e o Especial Natal: Missão Continente, por exemplo.
Goran Simun Ivanisevic nasceu a 13 de setembro de 1971, em Split, Croácia. Amante do desporto, particularmente do tênis, em 1944 atinge o seu melhor ranking, chegando a segundo lugar mundial masculino. Algumas das conquistas de Goran Ivanisevic passam pelo título do Grand Slam de Wimbledon, em 2001, os vice-campeonatos de Wimbledon, o campeonato de Grand Slam Cup, em 1995 e o vice-campeonato do mesmo torneio, em 1996. Conquistou, ainda, a medalha de bronze em simples e duplas nas olimpíadas de Barcelona, em 192 e, em conjunto com a equipa croata, a Taça Davis.
Goran Ivanisevic foi treinador do tenista croata Marin Cilic, orientando-o na vitória do Grand Slam do U.S. Open, no ano de 2014.
"J. CARLOS LOUREIRO - L. PÁDUA RAMOS, arquitectos" foi um atelier formado pelos arquitetos José Carlos Loureiro e Luís Pádua Ramos em 1960, com sede na Rua da Alegria, nº 1880, 4200-024 Porto, e que resultou da transformação do gabinete de José Carlos Loureiro em nome próprio já existente desde 1950. O arquiteto José Carlos Loureiro tinha convidado Luís Pádua Ramos, seu antigo aluno na ESBAP, a colaborar com ele em 1955, após ter terminado a sua formação. Em 1976 este gabinete, foi substituído pelo GALP - Gabinete de Urbanismo, Arquitetura e Engenharia, Lda. (Gabinete de Arquitetura Loureiro Pádua) com sede na mesma morada.
Raymond Jean nasceu a 21 de novembro de 1925, em Marselha, França. Apaixonado pela literatura foi professor da Universidade de Aix-en-Provence, durante largos anos. No entanto, a sua notoriedade foi ganha através das dezenas de livros que escreveu, entre eles “Le Boi vert”, de 1953, “Les Grilles”, de 1963, “La Rivière nue”, de 1978, “Cézanne, la vie, l’espace”, de 1986, “Le Roi de l’ordure”, de 1999, “Un portrait de Sade”, de 2000 e “La leçon d’écriture, nouvelles”, de 2009, por exemplo. Além dos livros que escreveu, publicou outras obras como, ensaios, artigos e notícias.
Morreu a 3 de abril de 2012, em Gargas, França, com 86 anos.
Alain Jessua nasceu a 16 de janeiro de 1932, em Paris, França. Com mais de quarenta anos dedicados à atividade profissional de cineasta, esteve envolvido na direção de dez filmes. Foi assistente de direção de Jacques Becker e isso deu-lhe bagagem suficiente para adquirir o estatuto de cineasta influente no meio que desenvolvia a sua profissão.
A primeira curta-metragem de Alain Jessua, “Léon la lune”, conquistou o Prix Jean Vigo, em 1957, um ano depois do início formal da sua carreira profissional. Depois desse, outros prémios foram conquistados, nomeadamente o prémio de Melhor Filme, com “La vie à l’envers”, em 1964. Com “Jeu de massacree” ganhou o prémio de Melhor Guião no Festival de Cannes, em 1967 e, em 1979, com “The Dogs” ganhou lugar no prestigiado do Moscow International Film Festival que, na altura, contava com a sua décima primeira edição.
Outras obras possível de destacar da filmografia de Alain Jessua são, “Traitement de choc”, de 1973, “Les chiens”, de 1979, “Paradis pour tous”, de 1982, “Les couleurs du diable”, de 1997, entre outros.
Em 1997, 41 anos depois de iniciar a sua carreira como cineasta, anunciou o fim do seu percurso profissional, tendo, à data, 65 anos.
João Marcelino Queiroz estabeleceu o seu atelier de arquitetura, sem formalismos legais, com o nome “João Queiroz, Arquitecto”, nos anos 20 do século passado, num prédio racionalista, sito na Rua de Santa Catarina, no Porto.
Profissionalmente foi um homem que trabalhou isoladamente; desenhando, ele próprio, todas as peças do projeto, mesmo quando, nos anos 40, se assistia aos crescentes pedidos dos seus clientes.
Projetou, maioritariamente na cidade do Porto, obras emblemáticas das quais se destacam: o Cine Teatro Olímpia, o Cinema Trindade, o Café Majestic e o Cinema Batalha (hipótese não construída). Além destas obras, João Queiroz foi igualmente o autor de construções de raiz: habitações unifamiliares e plurifamiliares; intervenções em edifícios públicos e privados, fazendo alterações, ampliações, reparações, remodelações e construindo montras. A arquitetura funerária foi, também, uma área de intervenção do arquiteto.
Artur Jorge, nome pelo qual é conhecido Artur Jorge Braga de Melo Teixeira nasceu a 13 de fevereiro de 1946, no Porto. Estudou Filologia Gemânica na Universidade de Coimbra, chegando a jogar como jogador-estudante no Académica de Coimbra. No entanto, foi no F.C. Porto que inicio a sua carreira, em 1964, sendo que, no ano seguinte, representa o Académica de Coimbra, onde permanece até 1969. No final desse ano transfere-se para o clube lisboeta, Sport Lisboa e Benfica e, em 1975, vai para o Belenenses, onde termina a sua carreira como futebolista em 1978. De 1967 a 1977 representou a seleção portuguesa de futebol.
Embora tenha tido uma carreira sólida como jogador de futebol, Artur Jorge destcou-se como treinador de futebol. Orientou clubes como o Vitória de Guimarães, Futebol Clube do Porto, Parie Saint-German, Sport Lisboa e Benfica, Tenerif, Al-Nasr, MC Alger. Foi selecionador nacional de vários países como, Portugal e Camarões. Conquistou o campeonato europeu pelo Futebol Clube do Porto, na época 1986/1987.
Em 1989, Artur Jorge foi condecorado como Grande-Oficial da Ordem do Mérito.
Vítor Manuel Oliveira Jorge nasceu em janeiro de 1948, em Lisboa. Cursou arqueologia e essa formação fê-lo chegar a professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, no departamento de Ciências e Técnicas do Património e à presidência da Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia. Chegou a lecionar na Universidade de Luanda. Casou com a arqueóloga e, também, professora Susana Maria Soares Rodrigues Lopes.
Embora a sua carreira ligada à arqueologia seja sólida, Vítor Oliveira Jorge destacou-se, sobretudo, como escritor. Entre os seus principais trabalhos estão “39 Poemas Litorais”, de 1973, “Olhar o Mundo como Arqueólogo” e “Arqueologia, Património e Cultura”, de 2007. Quanto a obras poéticas, destacam-se “Os Ardis da Imagem”, de 1989, “Estrangeira Terra Litoral”, 1996, “Sobre Alguns Reflexos de Lágrimas Paradas a Meio do Rosto”, de 2004, “Novo Florilégio. Contributos para uma Extática Botânica”, de 2007, “Casa das Máquinas”, de 2008, entre outros.
O jornal Público é resultado de um projeto editorial fruto da ação consertada de um grupo de jornalistas e da Sonae, cuja ambição era a criação em Portugal de um diário com um nível de exigência e qualidade igualável aos grandes diários europeus de referência. O primeiro número do Público saiu para as bancas a 5 de Março de 1990 com uma tiragem que ultrapassou os 100 mil exemplares, com edições distintas para o Norte e para o Sul. À época da sua criação, a redação Norte situava-se na Rua Nossa Senhora de Fátima, no Porto, encontrando-se agora sediada, no pólo das Indústrias Criativas da UPTEC da Universidade do Porto, Praça Coronel Pacheco. A redação do Porto estrutura o trabalho jornalístico em torno de áreas temáticas correspondentes a diferentes editorias: Portugal, Economia, Cultura, Desporto e Local.
Desde 1947 que José Carlos Loureiro se dedica à prática da arquitetura. Constituiu o seu primeiro escritório, sem formalismo legal, com nome próprio. O escritório localizava-se na Praça Filipe de Lencastre nº 22, 6º andar, sala 102, no Porto.
Na década de 60 muda-se para um novo escritório nos Edifícios Lima/Luso. Em 1972 passa a dedicar-se, em exclusivo, à arquitetura.
Após terminar o curso na Escola de Belas Artes no Porto em 1935 e antes de receber o seu diploma de arquiteto em 1946, José da Cruz Lima iniciou a sua atividade como arquiteto estagiando com os arquitetos António Ferreira da Silva Janeira e Januário Godinho, onde colaborou em alguns dos seus projetos.
Após terminar o curso na Escola de Belas Artes no Porto em 1935, José da Cruz Lima inicia a sua atividade como arquiteto desenvolvendo sobretudo projetos de habitação unifamiliar. Nesse período, antes de receber o seu diploma de arquiteto em 1946, estagiou com os arquitetos António Ferreira da Silva Janeira e Januário Godinho. Como profissional liberal, a sua obra é projetada e construída sobretudo no Porto, Matosinhos, S. João da Madeira e Ovar, entre os anos de 1936 e 1983. Para além de habitação unifamiliar e plurifamiliar, a sua obra expressa-se também em equipamentos culturais - nomeadamente cineteatros - comerciais, industriais e funerários.
O seu atelier funcionou na Praça do Município, 267 – 5º, Sala 9, Porto, e também na sua residência na Rua 1º de janeiro, 85 - 3º Esq. Traseiras, 4100 Porto.
José da Cruz Lima frequentou a Escola de Belas Artes do Porto entre 1933 e 1935, tendo sido aluno de José Marques da Silva e tendo como colegas e amigos, Fernando Távora, Cassiano Barbosa e Guilherme Camarinha, entre outros. Em dezembro de 1945, defendeu o CODA com o programa de uma residência particular com o nome "Projeto duma Casa de Habitação", recebendo o diploma de arquiteto com a classificação de 19 valores (Distinto) pela EBAP a 29 de janeiro de 1946.
Em 1913 José Marques da Silva substituiu o antigo diretor Marques da Oliveira, passando a dirigir esta escola, pela primeira vez.
Em 1916 assumiu, pela 2ª vez, a direção da escola.
Foi nomeado diretor efetivo a Escola de Belas Artes do Porto em 1931; manteve-se nesse lugar até à sua aposentação em 1939.
José Marques da Silva, em 12 de Junho de 1900, foi contratado como professor de desenho do Instituto Industrial e Comercial do Porto.
José Marques da Silva foi nomeado para reger interinamente a cadeira de Arquitectura Civil, em 3 de dezembro de 1906, na Academia Portuense de Belas Artes do Porto (1836-1911). Em 1939, agora na Escola de Belas Artes do Porto (1911-1957), aposenta-se por limite de idade e termina as suas funções nesta Escola.
Em 1920, o arquiteto José Marques da Silva ajudou a criar a Sociedade dos Arquitectos do Norte, juntamente com Correia da Silva, Baltazar de Castro, António Peres Guimarães, Francisco de Oliveira Ferreira, Leandro de Morais e Rogério de Azevedo. Três anos mais tarde, em 1923, foi nomeado Presidente Honorário da instituição.
Em 1921, José Porto parte para Paris. Os primeiros registos da sua atividade nesta cidade colocam-no junto do mundo da Moda e do Teatro, para a construção e remodelação de salas de espetáculo. São conhecidos trabalhos diversificados como o desenho de figurinos, objetos, mobiliário e, pela primeira vez, os primeiros registos relacionados com a intervenção arquitetónica. José Porto começa nesta época a assinar como Architecte-Décorateur. A remodelação do bar do Hotel Bergère e o projecto para a transformação do cinema Gaumond Palace constituem os primeiros registos disponíveis da sua prática como arquiteto. Neles é possível identificar os códigos compositivos da Art-Déco, que persistirão ao longo do seu percurso.
Em 1939, no mesmo ano do projeto para a casa na rua da Vilarinha para Manoel de Oliveira - obra que constituiu o culminar das experiências que realizara até ao momento - José Porto inicia mais uma fase, motivada pela sua participação no Concurso para a Residência do Governador em Lourenço Marques, onde mais uma vez sai vencedor. No decurso deste processo, apresenta três soluções de fachada que procuram adaptar-se ao gosto de um cliente institucional, um ecletismo operativo que retomará nalgumas das realizações posteriores, como é exemplo o projeto para a Casa do Douro (1941). A sua presença em Moçambique e na cidade da Beira intensifica-se a partir de meados da década de 40, tendo realizado vários projetos onde se destacam o Anteprojecto para a Urbanização da Cidade da Beira (1943), a remodelação do Edifício dos Paços do Concelho (1944) e o Grande Hotel da Beira (1949) terminado apenas em 1955, sob a supervisão do Arquitecto Francisco de Castro. Durante este período, realiza em simultâneo algumas obras no Porto e na zona Norte destacando-se o Hotel D. João I (1947) ou o edifício “Emporium” na Rua de Sá da Bandeira (1947), ambos para o mesmo cliente, José Oliveira & Filhos. O regresso definitivo a Portugal é acompanhado por visitas cada vez mais regulares a Vilar de Mouros, acabando por se fixar na sua terra natal, na antiga casa dos pais, em Marinhas, a partir da década de 50. Esta mudança coincide com uma série de encomendas para a região, nomeadamente a remodelação da Câmara Municipal de Caminha (1950-54), a casa Alfredo Pinto em Vila Praia de Âncora (1952), a casa Maximino Pinto, em Lanhelas (1958), ou a casa Abel Narciso Jorge em Caminha (1961), obras estas onde se afasta dos códigos linguísticos do “moderno” das décadas de 30 e 40.
José Porto, em 1934, passa a integrar na firma “Engenheiros Reunidos”. Essa integração terá sido motivado pela sua participação no Concurso para o Estádio Distrital da cidade do Porto, projeto premiado com o primeiro lugar mas que acabaria por não se concretizar. Durante os anos seguintes, o seu percurso ganha relevo pelos vários primeiros prémios obtidos em concursos ou pela sua participação em projetos emblemáticos para cidade como é o caso da proposta para o Coliseu do Porto (1937), Grande Hotel da Batalha (1937) e Hotel Império (1942).
Simultaneamente desenvolve trabalhos em regime de arquiteto liberal.
Filho de João, Conde de Barcelona e de Maria das Mercedes de Bourbon-Duas Sicílias, Juan Carlos Alfonso Víctor María de Borbón y Borbón-Dos Sicilias nasceu a 5 de janeiro de 1938, em Roma. Em 1948 mudou-se para Espanha com o intuito de ser educado na terra natal dos seus antepassados. Iniciou os seus estudos no Instituto San Sebastián e terminou o bacharelato no Instituto San Isidro, em Madrid, no ano de 1954. Em 1955 estudou nas academias e escolas militares de três exércitos, onde atingiu o grau de Oficial. Em 1957 frequentou a Escola Naval de Pontevedra e na Escola Aérea, em San Javier. Entre e1960 e 1961 concluiu a sua formação na Universidade Complutuense de Madrid, formando-se em Direito Político e Internacional, Economia e Finanças Públicas. Em maio de 1962 casou com a princesa Sofia da Grécia, com quem teve três filhos, Elena, Duquesa de Lugo, Cristina da Espanha e Filipe VI da Espanha.
Depois do falecimento do anterior Chefe de Estado, Juan Carlos foi proclamado rei de Espanha e exerceu ativamente esse cargo no período de 1975 a 2014 e, desde então, ficou conhecido como o “Rei de todos os espanhóis”. Nesses anos visitou oficialmente a grande maioria dos países do mundo e os seus principais organismos, sendo um impulsionador do novo estilo nas relações ibero-americanas, acabando por ser distinguido com diversos prémios pelo seu papel de destaque no restabelecimento da democracia em Espanha. Em 2014 abdica do cargo que exercia até então, sendo o seu filho mais velho, Filipe João Paulo Afonso de Todos os Santos de Bourbon e Grécia, proclamado Rei de Espanha, desde esse momento chamado de Filipe VI de Espanha. Juan Carlos exerce o Alto Patronado das Reais Academias e mantem uma relação institucional com várias Universidades, sendo Doutor Honoris Causa por uma trintena de prestigiadas universidades.