DC 0102 - Escola Primária da Quinta do Cedro

[Vista exterior da escola] [Esquisso de Planta, Alçado e Cortes] [Esquisso de Planta, Alçado e Cortes] Projecto: Cortes C1 e C2 Ante-projecto: Planta do conjunto Ante-projecto: Cortes 1, 2 e 5 Projecto: Alçados A1 e A2 Projecto: Planta, alçados e cortes de sala de aulas Projecto: Cortes C3 e C4 Projecto: Cortes C5, C6 e C7

Zona de identificação

Código de referência

PT FIMS TAV-2-2.2-2.2.3-2.2.3.1-2.2.3.1.2-01-0102

Título

Escola Primária da Quinta do Cedro

Data(s)

  • 1957-1959 (Produção)

Nível de descrição

DC

Dimensão e suporte

43 peças desenhadas; 2 u.i. de peça escrita; papel.

Zona do contexto

Nome do produtor

(1946-1996)

História administrativa

Fernando Távora exerceu atividade de arquiteto, como profissional liberal, de 1946 a 1996, no seu escritório da Rua Duque de Loulé, nº 98, 3º esq., freguesia da Sé, Porto.

História do arquivo

Fonte imediata de aquisição ou transferência

Zona do conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

  • Dados sobre a obra
    • Autor: Fernando Távora
    • Estado da obra: construída
    • Localização: Vila Nova de Gaia - Mafamude, Bairro do Cedro, Rua Rui de Pina
    • Requerente:Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia
    • Tipo de construção: Edifício Escolar
  • Outras Informações
    • Áreas:
    • Alpendres, vestíbulos e salas dos professores: 138m2
    • Recreios cobertos: 332 m2
    • Corpos de aulas: 1520 m2
    • Cantina e anexos: 267 m2
    • Área construída: 2257 m2
    • Colaboradores: Vasco Cunha, Alberto Neves, Augusto Amaral.
    • Construtor: César do Couto Leite - Praia da Granja
    • Especialidades:
    • Estruturas: Engº Asdrubal-Artur Teixeira Varejão
      Engº Joaquim Cálem Holzer
  • Tecnologia/materiais:

    Fundações e paredes de elevação em granito. Divisórias em tijolo. Betão armado em lajes e escadas. Cobertura em telha sobre estruturas de madeira. Pavimentos em xisto, mosaico, marmorite e taco.

  • Cronologia
    • Janeiro de 1958: anteprojecto
    • Novembro de 1958: projecto

Avaliação, selecção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de organização

Zona de condições de acesso e utilização

Condições de acesso

Condiçoes de reprodução

Idioma do material

Script do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de descrição

Zona de documentação associada

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

Unidades de descrição relacionadas

Descrições relacionadas

Zona das notas

Nota

"Durante anos eu pensei a Arquitectura como qualquer coisa de diferente, de especial, de sublime e extra terreno, qualquer coisa assim como uma intocável virgem branca, tão sublime, tão ideal que apenas a raros era dado realizá-la ou compreendê-la, o arquitecto era para mim ou um génio semidivino ou apenas um zero.
Entre a pequena choupana e a mais famosa obra de Arquitectura não havia relação, como não a havia entre o pedreiro e o arquitecto. Eram coisas diferentes, desligadas. Este conceito mítico da arquitectura e do arquitecto produzia em mim um atroz sofrimento, dado que eu não era um génio e não conseguia portanto realizar edifícios tão intocáveis como virgens brancas.
Rodaram os anos. Vi edifícios e conheci arquitectos. Percebi que um edifício não se contém numa bela planta nem numa bela fotografia tirada em dia de sol e sob o seu melhor ângulo; verifiquei que afinal todos os arquitectos eram homens, com as suas qualidades, maiores ou menores, e com os seus defeitos, maiores ou menores. Acreditei então que a Arquitectura era sobretudo um acontecimento como tantos outros que preenchem a vida dos homens e, como todos eles, sujeita às contingências que a mesma vida implica. E a intocável virgem branca tornou-se para mim numa manifestação de vida. Perdido o seu sentido abstracto, encontrei então a Arquitectura como qualquer coisa que eu ou qualquer outro homem podemos realizar - melhor ou pior -, terrivelmente contingente, tão presa à circunstância como uma árvore pelas suas raízes se prende à terra.
E o mito desfez-se. E entre a pequena choupana e a obra-prima vi que existiam relações como sei existirem entre o pedreiro (ou qualquer outro homem) e o arquitecto de génio.
Vista sob este ângulo, a Arquitectura aparece-me agora como uma grande força, força nascida da Terra e do homem, presa por mil fios aos cambiantes da realidade, força capaz de contribuir poderosamente para a felicidade do meio que a vê nascer. Efeito e causa, ela é deste modo uma das armas de que o homem dispõe para a criação da sua própria felicidade. Procurei atender a tudo, desde os ventos que batem o local até ao uso dos materiais, desde as normas oficiais até ao bem-estar físico e espiritual de alunos e professores, desde o custo da construção até à pendente do terreno, etc. etc. Mas, procurando atender a tudo, procurei hierarquizar os condicionamentos e integrá-los num todo que fosse algo mais do que uma soma de partes distintas.
Como uma árvore, este edifício tem as suas raízes, dá sombra e protecção àquelas que a ele se acolhem, tem os seus momentos de beleza e, assim como nasceu, um dia morrerá depois de viver a sua vida. Não se trata, em verdade, de uma intocável e eterna virgem mas de uma pequena e simples obra feita por homens para homens."
Fernando Távora

Identificador(es) alternativo(s)

Pontos de acesso

Pontos de acesso - Locais

Pontos de acesso - Nomes

Pontos de acesso de género

Zona do controlo da descrição

Identificador da descrição

Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

Estatuto

Nível de detalhe

Datas de criação, revisão, eliminação

Línguas e escritas

  • português

Script(s)

Fontes

Zona da incorporação

Pessoas e organizações relacionadas

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